Na última semana o Colégio Santa Úrsula extraiu 53 ipês e magnólias com autorização da Prefeitura; compensação deve ser feita
Mais de 50 árvores foram removidas do canteiro central do Colégio Santa Úrsula, em Ribeirão Preto, causando indignação na população. A alegação da instituição de ensino foi a necessidade de poda drástica, impossibilitando a manutenção das árvores, que incluíam ipês e magnólias.
Autorização e Compensação Ambiental
O colégio obteve autorização para a retirada das árvores por meio de um termo de compromisso para compensação ambiental, assinado pela instituição e aprovado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O acordo prevê a doação de 1.769 mudas.
Fiscalização e Responsabilidades
O promotor de Meio Ambiente, Alexandre Marcos Pereira, destaca a importância da fiscalização da compensação ambiental. Ele enfatiza que a autorização não exime o poder público da responsabilidade de acompanhar a execução e implementação do acordo. A falha na fiscalização pode sujeitar a prefeitura a multas por danos ambientais.
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Precedentes e Riscos
Ribeirão Preto possui uma cobertura vegetal abaixo do ideal (menos de 20%), contribuindo para um clima mais quente e seco. Um caso anterior, envolvendo a retirada de 1.300 árvores pela CPFL, resultou em uma compensação de 13 mil mudas, mas a falta de fiscalização na destinação gerou preocupações. Esse episódio serve como alerta para a importância da transparência e do acompanhamento na compensação ambiental.
O episódio destaca a necessidade de rigor na fiscalização de projetos de compensação ambiental, garantindo que as medidas compensatórias sejam efetivamente implementadas e evitando a repetição de problemas do passado. A transparência e o acompanhamento são cruciais para a preservação do meio ambiente em Ribeirão Preto.



