Comum de ser avistada em terrenos e áreas abertas a espécie se destaca por comportamentos singulares; fique por dentro!
O podcast Sons da Terra inicia sua nova temporada com uma conversa sobre a coruja-buraqueira, uma ave amplamente distribuída e relativamente bem estudada.
A Coruja-Buraqueira: Uma Ave Noturna (Nem Tanto)
Conhecida por sua ampla distribuição, desde o Canadá até a Argentina, a coruja-buraqueira é uma ave que se adapta a diversos ambientes, incluindo áreas urbanas. Apesar de ser associada à noite, ela é ativa durante o dia também. Sua tolerância ao gás carbônico é surpreendentemente alta, possivelmente devido ao seu hábito de viver em buracos.
Adaptação e Ameaças
A coruja-buraqueira não escava suas próprias tocas, dependendo de buracos feitos por outros animais como tatus (na América do Sul) ou cães-da- pradaria (nos EUA). A diminuição dessas populações afetou a coruja-buraqueira, principalmente nos EUA e Canadá, onde chegou a ser considerada ameaçada. A criação de caixas-ninho artificiais ajudou na recuperação de suas populações nesses locais. Embora generalista em sua alimentação, consumindo insetos, pequenos mamíferos e até cobras, a coruja-buraqueira enfrenta ameaças como atropelamentos e ataques de cachorros, principalmente em áreas urbanas.
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Características Únicas e Curiosidades
A coruja-buraqueira possui características únicas, como a capacidade de girar o pescoço quase 360 graus e uma visão binocular. Diferente da maioria das aves, ela possui visão monocromática (preto e branco), o que facilita a visão noturna. Os filhotes emitem um som semelhante ao de uma cascavel para se defender de predadores. A fêmea incuba os ovos, enquanto o macho provê alimento para ela e os filhotes. Famílias numerosas são comuns, podendo chegar a cinco filhotes. A capacidade de adaptação da coruja-buraqueira a diferentes ambientes, inclusive urbanos em expansão, contribui para sua ampla distribuição, embora isso não a livre de riscos.
A coruja-buraqueira, apesar de sua adaptabilidade e abundância em algumas regiões, demonstra a complexa relação entre a vida selvagem e a expansão humana. Compreender suas características e ameaças é crucial para a conservação dessa espécie fascinante.