Pesquisador da Unesp, Victor Engracia Valenti, fala que a vacinação reforçada pode garantir o controle dessa nova variente
Uma nova subvariante da Ômicron, a XBB.1.5, foi identificada em Ribeirão Preto, São Paulo, após sequenciamento genético realizado pelo hemocentro da cidade. Este é o segundo caso confirmado no estado, sendo o primeiro registrado em Diadema, em uma mulher de 54 anos infectada em novembro. A OMS já identificou essa subvariante em 29 países, com um aumento significativo de infecções nos EUA, especialmente em Nova York, onde representa 75% dos casos em dezembro.
Alta Transmissibilidade da XBB.1.5
Em entrevista, o professor e pesquisador da UNESP, Vítor Valente, explicou que a XBB.1.5, também conhecida como Kraken (nome não oficial), é altamente transmissível. Originada da variante Ômicron, mais precisamente da sublinhagem BA.2, ela se prolifera rapidamente em diversos países. Embora não haja evidências conclusivas sobre sua gravidade, há indícios de que ela seja menos letal que variantes anteriores, possivelmente devido à vacinação.
Sintomas e Implicações da Nova Subvariante
A XBB.1.5, assim como a Ômicron, afeta principalmente a cavidade oral (nariz, boca, garganta), causando sintomas semelhantes a um resfriado. Sua menor capacidade de atingir os pulmões contribui para sua menor gravidade em comparação com variantes como Delta e Gama. O professor Valente destaca a importância da vacinação, especialmente a dose bivalente, para aumentar a proteção contra a XBB.1.5 e outras subvariantes.
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Prevenção e Medidas de Controle
Apesar da menor gravidade, a alta transmissibilidade da XBB.1.5 requer atenção. A subnotificação, devido a sintomas leves ou ausência de testes, dificulta a real dimensão da circulação da variante. O professor Valente acredita que a XBB.1.5 circula há pelo menos um ou dois meses, contribuindo para o aumento de casos entre novembro e dezembro. Para controlar a disseminação, ele recomenda a vacinação completa, o uso de máscaras em ambientes fechados e aglomerados, e evitar contato próximo com pessoas sintomáticas. A combinação de vacinação e medidas de precaução é crucial para reduzir a força da doença, como demonstrado pela diminuição da letalidade da COVID-19 em alguns locais.



