Média da taxa de ocupação é de quase 90% nos hospitais públicos e privados no município. Duas unidades estão lotadas
Neste fim de semana, Ribeirão Preto atingiu quase 84% de ocupação de leitos de UTI, com 136 pessoas internadas com Covid-19. Porém, a preocupação dos profissionais de saúde vai além da pandemia, pois hospitais estão sobrecarregados com pacientes de outras doenças.
Alta demanda em enfermarias e UTIs
O aumento expressivo de casos de Covid-19, confirmado e suspeito, preocupa a médica infectologista Ariadne Silvéria, que trabalha na unidade de emergência do HC. A situação é agravada pelo aumento de internações por outras doenças, colocando em risco pacientes com problemas de saúde pré-existentes que podem contrair o coronavírus dentro dos hospitais. A médica reforça que uma infecção em pessoas já debilitadas pode agravar significativamente seu estado de saúde.
Consequências da sobrecarga hospitalar
A combinação da retomada de cirurgias e o aumento de casos de coronavírus resultou em uma situação crítica, segundo o médico especialista em saúde pública José Sebastião dos Santos. A falta de leitos de UTI para o pós-operatório e a escassez de anestesistas impedem a realização de muitos procedimentos. A priorização de atendimentos de emergência sobre urgências reflete a gravidade da situação. Apesar da vacinação, a imunidade populacional ainda não está garantida, e as recomendações de saúde pública continuam essenciais, principalmente para os jovens, que não devem ser vetores de transmissão da doença.
Cenário atual e perspectivas
Ribeirão Preto conta com 525 leitos de enfermaria (129 ocupados por pacientes com Covid-19 e 238 por outras doenças) e 279 leitos de UTI (136 para Covid-19 e 70 para outras doenças). A situação permanece crítica e requer a manutenção das medidas de prevenção para evitar o agravamento do quadro. A população não deve relaxar nas recomendações de saúde, mesmo com o avanço da vacinação.



