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CPI da Covid, em Pitangueiras, denuncia fura-fila na vacinação, desvio de função e falta de transparência nos gastos

Comissão deve pedir o indiciamento do Prefeito Marco Aurélio Soriano (Cidadania); presidente da CPI investiga o caso
CPI da Covid Pitangueiras
Comissão deve pedir o indiciamento do Prefeito Marco Aurélio Soriano (Cidadania); presidente da CPI investiga o caso

Comissão deve pedir o indiciamento do Prefeito Marco Aurélio Soriano (Cidadania); presidente da CPI investiga o caso

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 em Pitangueiras foi concluída após 135 dias de investigações. O parecer final será lido na próxima sessão da Câmara Municipal e deve resultar no pedido de indiciamento do prefeito Marco Aurélio Soriano.

Investigação e Denúncias

O vereador e presidente da CPI, Aruldo Louzada-Viana, descreveu o trabalho como desgastante, mas preciso. A comissão utilizou uma empresa de auditoria para auxiliar nas investigações, o que revelou diversas irregularidades. As oitivas, conduzidas com cautela para preservar funcionários públicos, confirmaram os problemas inicialmente levantados. O vereador usou a metáfora de um novelo de linha, onde cada investigação levava a novas descobertas.

Gestão da Santa Casa e Abertura da UPA

A CPI investigou a gestão da Santa Casa de Pitangueiras e a abertura de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A abertura da UPA, ocorrida durante a pandemia, gerou controvérsias devido à falta de recursos na saúde e à utilização de verbas de outras áreas, como educação e transporte escolar. A UPA, posteriormente, foi fechada, o que o vereador classificou como desastroso e demonstração de falta de planejamento na gestão pública. Além disso, a dispensa de licitação para o contrato da UPA, com duração de três meses, foi considerada irregular pela CPI.

Próximos Passos

O próximo passo da CPI é a votação do relatório final, que deve ocorrer na sessão ordinária do dia 3 de novembro. O relatório, com mais de mil páginas, será apresentado aos vereadores para análise antes da votação. Caso aprovado, o relatório indiciará o prefeito e será encaminhado ao Ministério Público, incluindo o Ministério Público Regional, Estadual e a Procuradoria Geral da República (PGR) em Brasília, devido ao envolvimento de recursos federais. O vereador espera que este processo sirva de alerta para a gestão pública, enfatizando a importância da transparência e da fiscalização dos gastos públicos.

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