O atual veterinário da instituição e o responsável pelo setor foram ouvidos pelos vereadores na tarde desta quinta-feira (10)
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga casos de eutanásia na Coordenadoria de Bem-Estar Animal de Ribeirão Preto ouviu o veterinário Gustavo Cunha ao meio da Silva. Atualmente responsável pelo setor, ele relatou a falta de convênio com clínicas particulares ou faculdades, além da ausência de equipamentos para exames na própria coordenadoria.
Falta de estrutura e superlotação
O veterinário, que preferiu não gravar entrevista, apontou a necessidade de limitar o número de animais atendidos, confirmando a falta de espaço para quarentena. Segundo ele, a capacidade é de 80 cães e 15 gatos, mas atualmente são atendidos 120 animais, levantando suspeitas de um número bem maior. A impossibilidade de separar animais com diferentes tipos de infecções agrava a situação.
Eutanásia sem exames: a principal denúncia
A CPI suspeita que muitos animais são eutanasiados sem necessidade, devido à falta de instrumentos básicos para exames laboratoriais, como raios-X, testes químicos e hemogramas. O presidente da CPI, vereador Marcos Papa, acredita que a eutanásia está sendo realizada com base em achismos, sem diagnósticos precisos. Ribeirão Preto possui cerca de 108 mil animais de rua, e em 2017 foram registradas 124 eutanásias, segundo a coordenadoria.
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Críticas e falta de transparência
A protetora de animais Fernanda Sica relatou dificuldades em acessar os serviços da coordenadoria, que frequentemente indica ONGs para o atendimento de animais errantes, se eximindo da responsabilidade. Ela também critica a falta de transparência e o funcionamento precário do castramóvel. A ausência de campanhas de castração e a falta de divulgação dos serviços também foram apontadas como problemas. A veterinária Ana Carolina Chaves-Pisa, convocada para depor, justificou sua ausência por meio de uma carta, alegando gestação. Os vereadores pretendem ouvi-la por videoconferência.
A investigação da CPI continua, buscando esclarecer as denúncias de eutanásia irregular e a falta de estrutura na Coordenadoria de Bem-Estar Animal de Ribeirão Preto.



