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CPI das ambulâncias aponta descaso nos contratos com oficinas

Comissão também identificou desvios e falta de nota fiscal
CPI das ambulâncias
Comissão também identificou desvios e falta de nota fiscal

Comissão também identificou desvios e falta de nota fiscal

Após seis meses de investigação, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Ribeirão Preto apresentou um relatório de 41 páginas sobre irregularidades na manutenção das ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Descaso com contratos e gastos excessivos

O documento aponta descaso da prefeitura nos contratos com oficinas responsáveis pela manutenção dos veículos. Entre as irregularidades, estão a troca excessiva de peças, gastos excessivos com materiais sem documentação e registro, e a compra de peças sem nota fiscal por uma oficina de Sertãozinho. A CPI constatou que 12 das 26 ambulâncias do Samu estavam paradas, algumas desde dezembro do ano anterior. Veículos chegaram a rodar mais de 10 mil quilômetros em três dias, com trocas de filtro de óleo realizadas até duas vezes nesse curto período.

Falta de acesso a documentação e responsabilidades

A CPI enfrentou dificuldades em acessar toda a documentação devido a restrições da Receita Federal. O presidente da CPI, Orlando Pezzotti, explicou que o Ministério Público deverá investigar esses pontos, uma vez que a Receita Federal condicionou o acesso às informações a uma ação do MP. A investigação também incluiu questionamentos sobre a qualidade do combustível utilizado, que foi comprovada como adequada por laudo técnico.

Ações futuras e encaminhamentos

O relatório da CPI, aprovado na segunda-feira, será votado na Câmara e encaminhado à Prefeitura e ao Ministério Público. A expectativa é que a nova administração municipal tome as medidas apontadas pela CPI, como a implementação de um checklist para todas as peças trocadas e maior transparência na gestão dos recursos públicos. A CPI recomenda maior rigor e transparência na utilização de recursos públicos, algo que, segundo os vereadores, não ocorreu na gestão anterior. A comissão espera que a prefeitura dê sequência aos processos apontados no inquérito, garantindo mais eficiência e controle na manutenção das ambulâncias do Samu.

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