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CPI das Ambulâncias descobre que oficina comprava peças sem nota

Mecânico que prestou depoimento aos vereadores da comissão disse que a prática era comum
CPI das Ambulâncias
Mecânico que prestou depoimento aos vereadores da comissão disse que a prática era comum

Mecânico que prestou depoimento aos vereadores da comissão disse que a prática era comum

A reunião da CPI das ambulâncias de Ribeirão Preto, inicialmente focada na qualidade do combustível utilizado na frota municipal, tomou um rumo inesperado. Enquanto se investigava se o combustível contribuía para a quebra dos veículos, um depoimento revelou um esquema de compra de peças sem nota fiscal.

Peças sem Nota Fiscal

Valdinei da Silva, dono de uma oficina de Sertãozinho responsável pela manutenção das ambulâncias, declarou à CPI que a compra de peças sem nota fiscal era prática comum. A CPI já solicitou todas as notas fiscais da oficina e o presidente, vereador Orlando Pessotti, anunciou uma nova investigação para apurar quem autorizava essas transações irregulares. A suspeita é de superfaturamento, com peças sendo registradas com valores muito acima do preço de mercado. A CPI exige que a oficina apresente notas fiscais detalhadas de todas as peças trocadas, incluindo o valor e a justificativa para cada compra.

Manutenção Questionável e Quilometragem Irregular

Outro ponto preocupante levantado na CPI diz respeito à manutenção das ambulâncias. Um caso específico chamou a atenção: uma ambulância que, em três dias, rodou 10 mil quilômetros e teve o filtro de combustível trocado duas vezes. A quilometragem foi alterada na nota fiscal para justificar a segunda troca, levantando suspeitas de fraude e irregularidades na prestação de contas. A CPI investiga a possibilidade de manipulação de dados para justificar gastos excessivos.

Laudo da USP e a Qualidade do Combustível

O laudo da USP sobre a qualidade do combustível utilizado nas ambulâncias apontou que as amostras analisadas (EC10 e EC500) atendem às especificações da Agência Nacional do Petróleo. Portanto, o combustível não é apontado como causa dos problemas mecânicos. Apesar disso, a CPI continua investigando a rotina de manutenção das ambulâncias para entender o alto número de veículos quebrados. Atualmente, das 30 ambulâncias de Ribeirão Preto, apenas 15 estão em funcionamento.

A investigação da CPI segue em andamento, buscando esclarecer as irregularidades encontradas e apurar responsabilidades. A falta de transparência e as suspeitas de fraude geram preocupação quanto ao uso dos recursos públicos destinados à saúde da população.

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