Duplicação da via está paralisada após divergências entra a empresa responsável pelas obras e a Prefeitura
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga as obras da Avenida Antônio Mugnato Marinseck ouviu nesta tarde o dono da Construtora Driu, Antônio Ítalo de Lassina Jr. A empresa teria prestado serviços à Construtora Prime na obra de duplicação da Avenida do Ribeirão Verde. A CPI investiga a legalidade dos pagamentos feitos pela Prime à Driu.
Pagamentos questionados e obra paralisada
O presidente da CPI, vereador Alessandro Baraca, explica que o objetivo é apurar se os pagamentos efetuados pela prefeitura à Construtora Prime foram devidos, uma vez que a obra está praticamente paralisada. Foram pagos R$ 325 mil este ano, em três medições: duas no dia 14 de julho (R$ 122 mil) e uma em 1º de atrássto (R$ 203 mil). A prefeitura alega que a Prime executou 9% da obra.
Incoerências nos pagamentos e certidões
Alessandro Baraca apontou incoerências: a prefeitura realizou pagamentos antes de obter a certidão negativa de débitos, e as certidões apresentadas estão fora do prazo ou vencidas. A CPI também busca entender a alegação de Antônio Ítalo Jr. de que recebeu apenas parte do pagamento pela obra, o que teria impossibilitado o andamento da mesma. Ele também apresentou informações que contestam a versão da Construtora Prime sobre a impossibilidade de continuidade da obra.
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Próximos passos da investigação
A CPI ouvirá um representante da Fazenda e um técnico em direito público para avaliar os pagamentos. A investigação busca apurar possíveis irregularidades nos pagamentos e no andamento da obra. A prefeitura foi procurada para comentar o caso, mas não se manifestou até o fechamento desta reportagem.



