Próximo passo será solicitar à Justiça autorização para ouvir o ex-presidente da Câmara, Walter Gomes
A audiência da CPI do anexo da Câmara Municipal de Ribeirão Preto foi marcada por muita confusão e poucas informações relevantes, segundo o presidente da comissão, vereador Otoniel Lima. O proprietário da construtora Cedro, Gerson Alves de Melo, alegou não conhecer detalhes da obra, afirmando que delegava tudo ao setor financeiro. Essa declaração gerou estranheza, principalmente considerando o porte da obra.
Obras e questionamentos
Para o vice-presidente da CPI, vereador Lincoln Fernandes, existem outros questionamentos que precisam ser investigados para esclarecer como foram feitos os contratos da construtora com a prefeitura. Uma coincidência intrigante é que a Cedro assumiu vários empreendimentos em Ribeirão Preto justamente quando Soraia Branche Fuade era secretária de Obras, no governo da ex-prefeita Dárcy Vera.
Sigilo bancário e coincidências
Outro ponto preocupante é que três pessoas ouvidas pela CPI se recusaram a abrir o sigilo bancário: Soraia Branche Fuade, Claude Audo Almeida (engenheiro que atuou clandestinamente na obra por ser funcionário do Daerp) e Gerson Alves de Melo. O assessor jurídico da construtora Cedro, Sérgio Moia, justificou a recusa alegando que não era o momento apropriado, mas que a empresa não se furtaria a essa obrigação caso necessário.
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Próximos passos da CPI
Alano Selle, responsável técnico pela obra, será ouvido em seguida. Ele apontou a falta de itens importantes como dispositivos de incêndio e refrigeração, apesar de constarem no contrato. O presidente da CPI afirma que ouvir o ex-presidente da Câmara Municipal, Walter Gomes (preso em Tremembé em decorrência da Operação Sevandija), será fundamental. A comissão precisa entregar os primeiros pontos para o Gaeco e o Ministério Público na semana seguinte, e já está providenciando ofícios para que Walter Gomes e Marco Antônio sejam ouvidos no presídio.
As investigações da CPI do anexo da Câmara Municipal de Ribeirão Preto continuam em busca de esclarecer as irregularidades encontradas na obra. A falta de transparência e as coincidências levantadas pela comissão reforçam a necessidade de apuração completa dos fatos.



