Ex-presidente da Câmara Municipal de Ribeirão Preto teria assinado atestado para beneficiar empresa
Vereadores devem visitar ex-presidente da Câmara na penitenciária
Investigação da CPI do Anexo
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do anexo da Câmara Municipal investiga a assinatura de um documento por Walter Gomes, ex-presidente da Câmara e atual detento da penitenciária de Tremembé, que beneficiaria uma empresa envolvida na construção do anexo. Uma testemunha apresentou aos vereadores um documento da Secretaria de Obras, assinado por Gomes em 4 de março de 2015, atestando a capacidade técnica da empresa Comtec para uma licitação no Tribunal Regional Federal. O Ministério Público estranhou a situação, pois a prefeitura afirma nunca ter avaliado a capacidade técnica da empresa.
Oitiva de Walter Gomes
O vereador Antônio Lima, presidente da CPI, solicitou à Secretaria de Administração Penitenciária autorização para ouvir Walter Gomes no presídio. A expectativa é que a comissão visite Tremembé em breve para o depoimento, mesmo com a impossibilidade de Gomes se deslocar para a Câmara. Gomes está preso desde o final do ano passado pela Operação Cévandija, acusado de participação em um grande esquema de corrupção na cidade. Todo o material colhido pela CPI será encaminhado ao Gaeco.
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Implicações e Próximos Passos
Murilo Marcon Casemiro, presidente da Comtec, negou irregularidades, afirmando que a empresa possuía a documentação necessária e que o documento assinado por Gomes era original. Apesar disso, a obra do anexo, iniciada em 2015, está parada desde dezembro, com a Câmara já tendo pago R$ 6,4 milhões dos R$ 6,8 milhões previstos. A empresa responsável pela construção, Cedro, solicitou um aumento de 25% no preço para finalizar o serviço. A CPI apontou a ausência de itens fundamentais no projeto elaborado, exigindo uma nova licitação para a conclusão da obra, sem data prevista para início.



