Ex-Presidente da Câmara Municipal de Ribeirão Preto é considerado peça-chave para desvendar gastos extras na construção
Vereadores da CPI do anexo da Câmara Municipal de Ribeirão Preto ouvem, nesta manhã, o ex-presidente da Casa, Walter Gomes, preso desde o final do ano passado na Penitenciária de Tremembé. A oitiva, marcada para às 11h, investiga supostas irregularidades na construção do novo prédio.
Documentos e Áudios Comprometedores
A CBN teve acesso a documentos e áudios que serão usados na oitiva. Trechos de depoimentos anteriores de representantes da empresa Cedro, ex-secretário de obras e projetistas revelam que Walter Gomes sabia que a obra custaria mais do que os R$ 6 milhões inicialmente divulgados. Um áudio indica que ele assinou um documento da prefeitura fora de sua competência, levantando suspeitas sobre sua autenticidade. O vice-presidente da CPI, Lincoln Fernandes, afirma que a documentação será crucial para o questionamento.
Valores Discrepantes e Questionamentos
O valor da obra é o cerne da investigação. O ex-secretário de obras afirmou que o projeto previa um custo superior a R$ 14 milhões, informação que contradiz a versão de R$ 6 milhões ou R$ 6,8 milhões divulgada por Walter Gomes. Outro ponto crucial é o atestado de capacitação técnica da empresa contratada para o projeto, sediada em São José do Rio Pardo. A CPI pretende esclarecer essas divergências.
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Oitiva e Próximos Passos
O presidente da comissão, vereador Otoneo Lima, detalhou o procedimento da oitiva, que ocorrerá em uma sala preparada para o evento. Walter Gomes poderá ser acompanhado por um advogado do sistema prisional ou seu próprio defensor. Apesar do direito constitucional de permanecer calado, a CPI fará todos os questionamentos. A obra, atualmente paralisada, já consumiu R$ 6,4 milhões dos cofres públicos, e a empresa responsável solicita um aditivo de mais de R$ 1,5 milhão para conclusão. O advogado de Walter Gomes, Julio Mocin, informou que não atua nesta CPI, representando-o apenas na Operação Cervandija.
A investigação busca trazer à luz as irregularidades e esclarecer os gastos públicos referentes à construção do anexo da Câmara Municipal, impactando diretamente a população de Ribeirão Preto.



