Proposta para construção do novo prédio foi feita em 2015; valores causaram polêmica e tornaram a obra alvo de investigação
A construção de um anexo na Câmara Municipal de Ribeirão Preto, que já consumiu R$ 6,4 milhões dos cofres públicos, encontra-se paralisada desde o final do ano passado. Para investigar as irregularidades, uma auditoria foi determinada pelo presidente Rodrigo Simões em janeiro deste ano, além da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Depoimentos e Investigações
Nesta semana, serão ouvidos os vereadores Rodrigo Simões, Marcos Papa, Paulo Modas, Glau Soberenice, Bertinho Scandiusi, Maurício Gasparini e o ex-vereador Ricardo Silva. O vereador Marcos Papa afirma que se posicionou contra a obra desde o início, devido a pontos duvidosos no projeto. Ele e outros vereadores registraram sua oposição em ofício, documento que será analisado pela CPI. O vereador Ottonial Lima espera que os depoimentos contribuam para esclarecer os fatos.
A Busca por Respostas
A CPI, presidida pelo vereador Ottonial Lima, busca entender como 90% do valor do contrato foram pagos sem que a obra tenha sido concluída. Um relatório da auditoria realizada pelo professor José Elias Laiér, especialista em engenharia da USP de São Carlos, é aguardado para auxiliar na investigação. A comissão pretende concluir os trabalhos até o fim do mês, e o Gaeco foi acionado para auxiliar nas investigações. A CPI já encaminhou alguns tópicos para o Gaeco e espera concluir seu trabalho em mais 30 ou 40 dias. A retomada da construção exigirá um aditamento contratual ou nova licitação, podendo elevar o custo total para R$ 14 milhões.
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Documento Falso e Próximos Passos
A CPI descobriu um documento falso com a assinatura do ex-presidente da Câmara, Walter Gomes, que está preso. Gomes nega conhecer o documento. A comissão solicitou ao Gaeco a realização de um exame grafológico para confirmar a fraude. O vereador Marcos Papa defende a retomada da obra, considerando os recursos já investidos, buscando dar andamento ao projeto e respeitar os valores já gastos.



