Principal objetivo é esclarecer licitação milionária feita em contrato com a empresa Aegea Engenharia
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) de Ribeirão Preto ouve hoje testemunhas-chave para investigar um contrato de R$ 68 milhões entre o Departamento de Água e Esgoto (DAE) e a Aeg Engenharia.
Testemunhas e Suspeitas
Serão ouvidos o assessor jurídico do DAE, o advogado Daniel Brond, e os fiscais Richard Artur Jr., Tarantieiras, Igorace, Danilo Rezende e Helder Ferreira. A Aeg Engenharia é suspeita de pagar propina a agentes públicos, incluindo vereadores, por meio de contratos com empresas fictícias ligadas a Luís Alberto Mantila Rodrigues Neto, preso na Operação Sevandija. Mantila, ex-diretor técnico do DAE, teria viabilizado a contratação dessas empresas.
Investigação e Irregularidades
O atual superintendente do DAE, Daniel Son Campos, revelou que o próprio DAE aprovava mais obras do que eram realizadas. Dos R$ 68 milhões contratados, R$ 52 milhões foram pagos, mas apenas R$ 45 milhões foram executados. A investigação aponta discrepâncias entre os dados apresentados pela Aeg e o andamento real das obras, indicando a existência de superfaturamento.
Próximos Passos e Colaboração
O presidente da CPI, vereador Marcos Papa, espera que Daniel Brond forneça informações relevantes. A CPI também conta com a colaboração de uma sindicância interna do DAE, que já encaminhou documentos importantes ao Ministério Público e à Polícia Federal. A Aeg Engenharia afirma acompanhar as investigações e colaborar com as autoridades, tendo solicitado acesso ao relatório da sindicância do DAE. A CPI tem 120 dias para concluir seus trabalhos.



