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CPI do Parque de Exposições vai pedir para ouvir ex-secretário de Esporte

Comissão quer saber de Layr Luchesi onde estão os registros de locação do espaço
CPI Parque de Exposições
Comissão quer saber de Layr Luchesi onde estão os registros de locação do espaço

Comissão quer saber de Layr Luchesi onde estão os registros de locação do espaço

CPI investiga abandono do Parque Permanente de Exposições de Ribeirão Preto

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a situação do Parque Permanente de Exposições de Ribeirão Preto ouviu o secretário de esporte, Ricardo Aguiar, na manhã desta terça-feira. Aguiar, responsável pelo parque até setembro de 2017, explicou que o dinheiro arrecadado em eventos de 2017 foi investido em fomento ao esporte. Ele justificou a não aplicação dos recursos na manutenção do parque devido ao seu estado precário de segurança, com registros de 14 boletins de ocorrências relacionados a furtos em 2017. Segundo ele, investir em melhorias seria um desperdício, pois o parque necessitava de reformas e construção, não apenas de manutenção.

Documentos desaparecidos e gestão anterior

Aguiar afirmou que, ao assumir a secretaria em janeiro de 2017, constatou o desaparecimento de arquivos e a formatação de computadores, impossibilitando o acesso a informações sobre o dinheiro arrecadado em eventos anteriores a 2017. A gestão anterior, sob responsabilidade do ex-secretário de esporte Laíro Lucchese Jr., que também era secretário da Casa Civil, deixou pouquíssimos documentos sobre o uso dos recursos do parque até dezembro de 2016. Essa falta de documentação chamou a atenção da CPI.

Próximos passos da investigação

A informação prestada por Aguiar levou a CPI a solicitar à justiça que ouça o ex-secretário Laíro Lucchese Jr., que está preso pela Operação Sevandija. A CPI aguarda documentação da Secretaria de Turismo e pretende ouvir novamente o ex-secretário. A CPI foi aberta em novembro passado após denúncias de problemas estruturais no parque, como fossos abertos e galpões destelhados, colocando em risco a segurança dos frequentadores. O secretário de turismo, Edmilsson Carlos Domingues, já foi ouvido em fevereiro e terá que enviar documentos sobre a situação financeira e contratos do parque dentro de 30 dias.

A investigação da CPI prossegue, buscando esclarecer as responsabilidades pela situação de abandono do Parque Permanente de Exposições e o destino dos recursos públicos destinados ao local.

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