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CPI do Transporte realiza auditoria surpresa na Transerp

Só em 2017 o Consórcio PróUrbano recebeu 134 multas; diretor Carlos Cherulli esclarece o assunto
CPI do Transporte
Só em 2017 o Consórcio PróUrbano recebeu 134 multas; diretor Carlos Cherulli esclarece o assunto

Só em 2017 o Consórcio PróUrbano recebeu 134 multas; diretor Carlos Cherulli esclarece o assunto

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do transporte público de Ribeirão Preto encontrou divergências no contrato entre a Transerp e o Consórcio Pró-Urbano, responsável pelo serviço de ônibus na cidade. Entre os problemas apontados estão multas aplicadas pela Transerp ao consórcio, totalizando cerca de 134 no ano, com valores entre R$ 140 e R$ 1.100, principalmente por atrasos e alterações de horários sem aviso prévio.

Monitoramento do Sistema de Transporte

O sistema de monitoramento das linhas é considerado bom, mas necessita de ajustes, principalmente na questão da comunicação fora do horário comercial. Atualmente, o sistema opera sozinho entre 18h e 8h, sem comunicação com nenhuma autoridade em caso de intercorrências. O vereador Marcos Papá, presidente da CPI, sugere um sistema de alerta automático para situações emergenciais durante esse período.

Multas e Reclamações dos Usuários

A Transerp aplica multas por divergências, mas o Consórcio Pró-Urbano tem o direito de recorrer. Apesar disso, o pagamento das multas não tem sido realizado, segundo a CPI. Outro ponto crítico é o sistema de atendimento ao público: os usuários reclamam diretamente ao Consórcio, e não a um órgão fiscalizador independente. A CPI defende a criação de uma central de recebimento de reclamações na Transerp, garantindo o registro formal das denúncias.

Proposta de Publicidade e o Próximo Passo

A CPI também apurou que uma nova proposta de manifestação de interesse para publicidade nos pontos de ônibus será lançada em breve. A autorização anterior, concedida pela gestão anterior da prefeitura, foi suspensa por irregularidades. A expectativa é que o Consórcio Pró-Urbano possa novamente explorar esse espaço publicitário. Em entrevista à CBN, o diretor do Consórcio Pró-Urbano, Carlos Roberto Cherule, esclareceu alguns pontos levantados pela CPI, justificando o número de multas e explicando os canais de atendimento ao público. Apesar das explicações, a CPI considera que o assunto requer mais atenção e investigações.

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