Caminhada exibiu mensagens de paz pela cidade; mãe adimitiu à polícia ter matado o filho Itaberli Lozano
Em Cravinhos, familiares e amigos de Ita Berlilosano, um jovem de 17 anos morto pela própria mãe, realizaram uma caminhada neste domingo em frente ao cemitério da cidade. A manifestação ganhou força após investigações apontarem a homossexualidade do jovem como possível motivação para o crime.
Ato contra o esquecimento e a homofobia
O ato, organizado com apoio da Associação de Travestis, Transsexuais e Transgêneros de Ribeirão Preto, teve como objetivo principal chamar a atenção para a violência sofrida por Ita e alertar as autoridades sobre a recorrência de crimes homofóbicos. Washington Ricardo, presidente da associação, destaca que casos como esse acontecem diariamente, mas frequentemente são esquecidos ou minimizados, sendo tratados como crimes comuns. A intenção é mostrar à sociedade que a homofobia é uma realidade presente e que precisa ser combatida.
Motivação do crime e depoimentos
Para a associação, não restam dúvidas sobre a motivação homofóbica do crime. Amigos próximos de Ita relataram seu descontentamento familiar em relação à sua orientação sexual, por meio de conversas em redes sociais e aplicativos de mensagens. O promotor do caso, em conversas registradas em vídeo e que circulam nas redes sociais, também afirma categoricamente que se trata de um crime homofóbico, embora a polícia ainda não tenha se manifestado oficialmente nessa linha. A mãe e o padrasto de Ita foram presos após confessarem o crime, e posteriormente, outros dois jovens foram detidos por envolvimento na emboscada que resultou na morte do adolescente.
Leia também
- Denúncia morte nelson carrera: Ministério Público denuncia sete pessoas por envolvimento na morte de empresário em Cravinhos
- Adolescente suspeito morte ex-prefeito: Depoimento de jovem suspeito da morte de Vanderlei Mársico mistura real com ficção, diz delegado
- Jovem apreendido pela morte de ex-prefeito de Taquaritinga admitiu agressões e roubo do carro
Luta pela conscientização
Dario Rosa, tio de Ita, foi um dos primeiros a apontar a homofobia como motivação para o crime e participou ativamente da caminhada. O movimento reuniu amigos, familiares e moradores sensibilizados com o caso, reforçando a importância da conscientização e da luta contra a violência motivada por preconceito sexual.



