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Creche com possível surto de H1N1 volta a ter aulas nesta segunda

Após morte de professora do CEI João da Cruz Moreira, no Valentina Figueiredo, funcionários fizeram greve na semana passada
surto de H1N1
Após morte de professora do CEI João da Cruz Moreira, no Valentina Figueiredo, funcionários fizeram greve na semana passada

Após morte de professora do CEI João da Cruz Moreira, no Valentina Figueiredo, funcionários fizeram greve na semana passada

A segunda-feira marcou a reabertura da escola de educação infantil João da Cruz Moreira, localizada no bairro Valentina Figueiredo, zona norte de Ribeirão Preto. No entanto, a presença dos alunos foi significativamente baixa: apenas 7 das 170 crianças compareceram.

Medo de um Surto

A baixa frequência é atribuída ao receio de um possível surto de gripe na unidade. Na semana anterior, pelo menos quatro professoras e 25 crianças apresentaram sintomas de gripe ou resfriado. O medo se intensificou após a morte da professora Olímpia Borge, de 39 anos, no dia 9, com suspeita da doença.

Reivindicações Atendidas

Diante da situação, as professoras paralisaram as atividades, exigindo a presença de autoridades da saúde. A reivindicação foi atendida na manhã desta segunda-feira, uma semana após o ocorrido, conforme relatou a professora Aparecida do Nascimento. O secretário da saúde, Estênio Miranda, esteve presente e se desculpou pela demora, justificando que o protocolo exige uma resposta imediata após a ocorrência de casos suspeitos.

Esclarecimentos e Medidas

Estênio Miranda explicou que estava fora de Ribeirão Preto na semana anterior, mas que orientou o secretário da educação, Ângelo Inverniz Lopes. Ele considerou a reunião com as docentes muito proveitosa, pois muitas dúvidas foram esclarecidas. O secretário informou que o caso da professora Olímpia e o de outra professora com sintomas respiratórios foram tratados. Esta última, inclusive, já se recuperou. Duas crianças foram internadas, mas uma já recebeu alta e teve o diagnóstico de H1N1 descartado. A outra permanece internada em recuperação.

Orientações e Cuidados

O secretário da saúde afirmou que não há necessidade de fechar unidades escolares por conta de casos de H1N1 ou suspeitas, desde que haja atenção aos sintomas. Ele ressaltou que o vírus está circulando na cidade e que ambientes com grande número de pessoas propiciam a contaminação. Para garantir a segurança dos pais, a educadora Fernanda Salvino orienta que crianças com febre, sintomas de resfriado, tosse, gripe ou dor de garganta não devem frequentar a escola. As crianças que estavam afastadas devem retornar com atestado médico, e as demais podem comparecer normalmente.

Com os atendimentos normalizados, a escola busca tranquilizar pais e responsáveis, reforçando a importância dos cuidados preventivos.

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