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Creches reclamam da falta de repasse por parte da Prefeitura

Cerca de 43 mil alunos são esperados nas 109 escolas municipais
Falta repasse creches
Cerca de 43 mil alunos são esperados nas 109 escolas municipais

Cerca de 43 mil alunos são esperados nas 109 escolas municipais

O início do ano letivo em Ribeirão Preto apresenta desafios na rede municipal de ensino, com problemas que vão além da falta de material escolar e uniformes.

Atraso no repasse de verbas para creches conveniadas

A União das Entidades Particulares de Ribeirão Preto (Unep), representando 25 creches conveniadas, denunciou o atraso de R$ 850 mil por parte da prefeitura. Este valor é destinado ao atendimento de 3 mil crianças e, segundo Maurício Gumiero, presidente da Unep, o não repasse compromete o funcionamento das unidades. O atraso inclui os pagamentos de dezembro e janeiro. A secretária da Educação, Sueli Vilela, atribuiu o atraso a entraves burocráticos e a necessidade de um decreto do prefeito para regulamentar a relação da prefeitura com o terceiro setor, prevendo a publicação de uma lista das escolas conveniadas e um prazo de cinco dias úteis para eventuais impugnações. Gumiero afirma que atrasos em repasses se tornaram rotina, levando a greves de funcionários em anos anteriores. Além disso, ele critica o valor atual pago pela prefeitura (R$ 320 por aluno), considerando necessário pelo menos R$ 550 para a manutenção das creches e atendimento à demanda reprimida.

Déficit de vagas e falta de material escolar

A secretária Vilela reconhece a importância dos convênios com as creches para minimizar o déficit de vagas no município (3.800 vagas), mas afirma que a prefeitura não tem condições de arcar com valores mais altos. Outro problema é a falta de material escolar e uniforme. Devido a atrasos em licitações, a previsão é que os kits sejam distribuídos apenas em março. Para mitigar a situação, a Secretaria de Educação remanejou itens em estoque para kits básicos para alunos de creches e pré-escolas, e lançou uma campanha de doação em parceria com o Fundo Social de Solidariedade.

Campanha de arrecadação de material escolar

Samantha Pinedo, presidente do Fundo Social de Solidariedade, lançou a campanha “Doando que se aprende”, recolhendo cadernos, lápis, borrachas, apontadores, colas, tesouras e outros materiais. Os pontos de coleta são as lojas Savinhago e a sede do Fundo Social, na rua Cerqueira César 388, no centro da cidade. A iniciativa busca garantir que os alunos não fiquem sem material escolar no início do ano letivo.

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