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Créditos de carbono se tornam uma nova opção de renda no campo!

Quem explica como funciona essa modalidade de negócio é Marcelo Ferri no programa 'EP Agro'. Clique e confira!
créditos de carbono
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O programa Ep Agro, da CBN, abordou os impactos das mudanças climáticas no campo e as alternativas para reduzir danos e gerar novas fontes de renda, como os créditos de carbono e o cultivo de frutas vermelhas.

Mudanças Climáticas e Créditos de Carbono

O aumento dos gases de efeito estufa impacta o meio ambiente causando eventos climáticos extremos. Países industrializados enfrentam dificuldades na transição para práticas mais sustentáveis, enquanto nações com grandes áreas agrícolas, como o Brasil, exploram o potencial de sequestro de carbono pelas lavouras. O mercado de créditos de carbono surge como uma solução, permitindo que atividades que emitem gases poluentes compensem suas emissões por meio da absorção de carbono em outras atividades, como a agricultura.

Rafael Augusto de Mello explicou o conceito de crédito de carbono como uma unidade de medida das emissões de gases de efeito estufa, calculada considerando seis tipos de gases convertidos em carbono. Hernani Carneiro de Carmo, produtor de café em Carmo de Minas, exemplificou como o manejo adequado da lavoura, incluindo o uso racional de defensivos agrícolas e a preservação de nascentes, contribui para evitar a emissão de gases poluentes e gerar créditos de carbono. Metodologias existentes estimam que 10 mil metros quadrados de vegetação nativa podem sequestrar 350 toneladas de carbono, negociadas atualmente entre US$ 9 e US$ 12 por tonelada.

Desafios e Oportunidades para Produtores Rurais

Apesar do potencial, produtores brasileiros enfrentam dificuldades para receber pelos créditos de carbono. Empresas como a startup de Rafael Dimelo buscam facilitar esse processo, auxiliando principalmente produtores de café em Minas Gerais e São Paulo, que já demonstram preocupação com a sustentabilidade. A maior dificuldade reside no cálculo preciso das toneladas de gases de efeito estufa que uma lavoura captura. Caio Pereira, produtor com uma lavoura piloto em Carmo de Minas, destaca a importância do projeto em reconhecer práticas sustentáveis já adotadas há gerações, como o cercamento de nascentes e o uso de compostagem orgânica.

Frutas Vermelhas: Uma Nova Opção no Interior de São Paulo

No interior de São Paulo, produtores estão investindo no cultivo de frutas vermelhas, como mirtilo, framboesa e amora. Natália Giroto, engenheira agrônoma, relata sua experiência em Aguaí, cultivando 8 mil pés de mirtilo em vasos com palha de arroz e turfa, um método que permite maior controle das condições de cultivo e aumento da produtividade. O investimento inicial foi alto, mas a expectativa é de retorno em cinco anos, impulsionada pelo preço médio de R$ 100 por quilo do mirtilo. Cariri Moreira, em Campinas, cultiva mirtilo, framboesa e amora, destacando o aumento do calibre dos frutos e a valorização no mercado.

O programa finaliza com a discussão sobre a queda no PIB do setor agropecuário no segundo trimestre, atribuída à queda nas cotações internacionais de commodities, excesso de chuvas em algumas regiões e estiagem em outras, além da tragédia climática no Rio Grande do Sul. Apesar da queda, o setor permanece resiliente e representativo no PIB nacional, com perspectivas positivas para a primavera e o verão, influenciadas pela La Niña.

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