Beneficência Portuguesa ameaça paralisar atividades na segunda-feira caso recursos não sejam pagos
Hospitais de Ribeirão Preto ameaçam paralisar atendimentos por falta de repasses da prefeitura
A grave crise financeira da Prefeitura de Ribeirão Preto está afetando diretamente os hospitais conveniados, que acumulam meses de atraso no repasse de verbas. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) acompanha a situação com preocupação.
Beneficiência Portuguesa anuncia paralisação
A situação é mais crítica para a Beneficiência Portuguesa e a Santa Casa de Ribeirão Preto, que estão há cerca de quatro meses sem receber os recursos. A Beneficiência Portuguesa chegou a anunciar a paralisação dos atendimentos a partir da próxima segunda-feira caso o pagamento não seja efetuado. O Cremesp, por meio do conselheiro Eduardo Bim, afirma que a paralisação é um direito das instituições, mas ressalta a necessidade de garantir o atendimento de urgência e emergência. O órgão fiscalizará a situação, principalmente quanto à paralisação de atendimentos eletivos.
Prefeitura prioriza pagamento de funcionários; CPI investiga
O secretário municipal de Saúde, Estênio Miranda, confirmou a falta de repasses durante oitiva na CPI da Saúde da Câmara Municipal. Ele alegou que a administração municipal está priorizando o pagamento dos funcionários. Diante da resposta, a comissão decidiu convocar o secretário da Fazenda, Francisco Sérgio Nalini, para prestar esclarecimentos. O diretor do Cremesp, Eduardo Bim, reforça a dificuldade de manter os atendimentos sem os recursos da prefeitura, criticando a falta de planejamento da gestão municipal. A Santa Casa de Ribeirão Preto divulgou nota repudiando a postura da prefeitura, classificando-a como desrespeito à instituição e descaso com a saúde pública. O hospital se reunirá nos próximos dias para definir medidas a serem tomadas. A situação do Hospital Santa Lídia é menos grave, com apenas um mês de atraso nos repasses.
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A falta de repasses tem gerado grande preocupação na população e na rede de saúde de Ribeirão Preto. A situação demonstra a urgência de uma solução para garantir o atendimento médico adequado à população.



