Investigação apura o motivo da vítima só ter recebido soro após três horas na Santa Casa de Franca
O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) instaurou uma sindicância para investigar falhas no atendimento médico prestado à advogada Maria José Alves de Almeida, de 68 anos, falecida após picada de cobra.
Investigação em Hospitais
A investigação abrange quatro hospitais de Franca onde o marido da vítima, o juiz aposentado Newton Messias de Almeida, buscou atendimento: Santa Casa, Hospital do Coração, Pronto Socorro e Hospital Regional. Médicos dessas unidades serão ouvidos a partir da próxima semana para esclarecer se houve negligência no atendimento e a disponibilidade do soro antiofídico.
Versões Conflitantes e Atraso no Atendimento
Segundo o relato do marido, a Santa Casa inicialmente direcionou o casal para o Hospital do Coração, alegando melhores condições para aplicação do soro. No entanto, este hospital se recusou a aplicar o soro, apresentando justificativas conflitantes: inicialmente, alegou-se a existência de convênio médico; posteriormente, a falta de vagas. O biólogo Hertz dos Santos destaca a importância do atendimento rápido em casos de picada de cobra, enfatizando a baixa probabilidade de sobrevivência para vítimas idosas.
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Próximos Passos e Consequências
Além da sindicância do Cremesp, que pode resultar em processo para os profissionais envolvidos caso constatada infração médica, a Polícia Civil também investiga possível negligência. O delegado responsável já requisitou prontuários médicos e ouvirá testemunhas na semana seguinte. As investigações buscarão apurar responsabilidades e esclarecer as circunstâncias que levaram ao óbito da advogada.



