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Cremesp arquiva sindicância sobre morte de Gabriela Zafra

Jovem morreu aos 16 anos, após ser atendida cinco vezes em unidades de saúde públicas de Ribeirão Preto
morte de Gabriela Zafra
Jovem morreu aos 16 anos, após ser atendida cinco vezes em unidades de saúde públicas de Ribeirão Preto

Jovem morreu aos 16 anos, após ser atendida cinco vezes em unidades de saúde públicas de Ribeirão Preto

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) decidiu arquivar a sindicância que investigava a suspeita de erro ou negligência médica no atendimento a Gabriela Zafra, jovem de 16 anos que faleceu em maio do ano passado. Gabriela foi atendida cinco vezes em três unidades de saúde em Ribeirão Preto e, segundo a família, recebeu quatro diagnósticos diferentes.

Reação da Família e Próximos Passos

O advogado Daniel Rondt expressou a surpresa da família com a decisão do Cremesp, informando que ainda desconhecem as razões para o arquivamento. Ele ressaltou que recorrerá ao Conselho Federal de Medicina (CFM) para apresentar as evidências que, segundo ele, demonstram o que ocorreu no caso de Gabriela Zafra. A família foi notificada do arquivamento por meio de uma carta, na qual o conselho informa a aprovação da conclusão da sindicância após duas reuniões, sem detalhar os motivos.

Investigações Paralelas e Relatórios

A Polícia Civil já havia encerrado a primeira parte do inquérito sobre a morte da jovem há 11 meses, sem indiciar ninguém, alegando falta de elementos. Um parecer médico legista foi entregue ao delegado Gustavo André Alves no final do mês passado e está sendo analisado para definir se algum profissional será indiciado. Paralelamente, um relatório da Secretaria Municipal de Saúde, concluído em fevereiro, apontou falta de zelo dos profissionais na elaboração dos prontuários médicos, além de indícios de negligência, imprudência e imperícia, e o registro de procedimentos não realizados.

Possível Ação Indenizatória

O advogado da família considera que o relatório da Secretaria Municipal de Saúde já seria suficiente para responsabilizar a prefeitura em uma ação indenizatória por danos morais. Gabriela Zafra faleceu em 16 de maio de 2014, com suspeita de meningite não diagnosticada pelas equipes médicas que a atenderam. O Serviço de Verificação de Óbito emitiu um laudo confirmando a morte por uma bactéria causadora de meningite.

A família busca atrásra entender os motivos do arquivamento e espera que as instâncias superiores possam trazer luz ao caso.

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