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Cremesp cobra MP e Câmara por medidas que pressionem Prefeitura sobre repasse à Benefiência

Hospital anunciou nova suspensão dos atendimentos eletivos por falta de dinheiro; dívida com o Executivo chega a R$ 2 milhões
Repasse Beneficência
Hospital anunciou nova suspensão dos atendimentos eletivos por falta de dinheiro; dívida com o Executivo chega a R$ 2 milhões

Hospital anunciou nova suspensão dos atendimentos eletivos por falta de dinheiro; dívida com o Executivo chega a R$ 2 milhões

A Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto suspendeu atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas, alegando atraso de R$ 2 milhões em repasses da prefeitura. O hospital afirma que necessita do montante para pagar prestadores de serviço e fornecedores, incluindo médicos, que não recebem salários desde janeiro.

Sindicâncias e Intervenções do CREMESP

Diante da situação, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) abriu uma nova sindicância, somando-se a outra já em andamento. Pedro Ardu-Louis Binh, conselheiro regional do CREMESP, explicou que o conselho não pode interferir na administração da Secretaria Municipal de Saúde, mas pode intervir junto ao secretário para que o repasse seja efetuado, garantindo a continuidade dos atendimentos à população.

O Papel do Ministério Público

O CREMESP espera que as sindicâncias revertam a situação, permitindo que a Beneficência Portuguesa retome os atendimentos. Binh sugere que o Ministério Público pode atuar, inclusive propondo um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que a prefeitura repasse os valores devidos. Caso contrário, a situação tende a se agravar, com a promotoria buscando um acordo para que a prefeitura inicie o repasse, mesmo que de forma deficitária.

Preocupação com a Saúde Pública

O conselheiro do CREMESP expressou preocupação com a situação, relatando que, embora já tenha vivenciado problemas com convênios, a situação atual é alarmante. Ele criticou a falta de iniciativa da secretaria em efetuar os repasses e a ausência de intervenção da Câmara de Vereadores. A prioridade é evitar que a população sofra as consequências dos problemas administrativos envolvendo o repasse de verbas à instituição.

Espera-se uma resolução célere para que a Beneficência Portuguesa possa retomar suas atividades e garantir os direitos da população.

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