Segundo conselho, o principal motivo é o fechamento de hospitais da região e o sistema “Vaga Zero”
O fechamento de maternidades em Jardinópolis e Serrana tem gerado um aumento significativo no número de encaminhamentos para Ribeirão Preto, conforme apontado pelo Conselho Regional de Medicina (Cremesp). A situação tem sobrecarregado hospitais e comprometido a qualidade do atendimento às gestantes na região.
Sobrecarga nos Hospitais de Ribeirão Preto
O Hospital Mater, referência em saúde da mulher, é um dos mais afetados, registrando um aumento na média de partos mensais de 250 para 320. Outras instituições, como o Hospital das Clínicas, a Unairpe e as Santas Casas de Ribeirão Preto e Sertãozinho, também operam acima de sua capacidade, segundo Angelo Mário Sartre, superintendente do Cremesp.
Atendimento Prejudicado e Falta de Estrutura
O Cremesp denuncia que a demanda por atendimento a gestantes supera a oferta, resultando em um serviço que não atende aos padrões de dignidade estabelecidos pela legislação do Ministério da Saúde, Anvisa e pelo próprio conselho. A falta de estrutura para atender mulheres com gravidez de risco é outro ponto crítico, com apenas três hospitais na região possuindo UTI neonatal.
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O Caso de Michelle Rosa dos Santos e a Utilização do Vaga Zero
A dona de casa Michelle Rosa dos Santos, que sofre de pressão alta, enfrentou dificuldades para conseguir um leito no Hospital das Clínicas. O Cremesp também investiga o uso inadequado do recurso Vaga Zero pela Central de Regulação do Estado de São Paulo, que estaria sendo utilizado para internar mulheres em trabalho de parto, quando deveria ser reservado para casos de emergência.
Reunião para Discutir Soluções
Prefeitos, secretários de saúde, diretores de hospitais e representantes do Cremesp e Ministério Público se reunirão na Câmara de Ribeirão Preto para discutir o problema. O Cremesp defende a reabertura imediata das maternidades em Serrana e Jardinópolis, além do aumento do número de leitos para casos de alta complexidade.
Apesar do Departamento Regional de Saúde afirmar que não há falta de leitos na região, a situação exige atenção e medidas urgentes para garantir um atendimento adequado e digno às gestantes.