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Cremesp diz que exame de urina poderia ter evitado morte de paciente na UPA

Morto de outubro de 2014, Fernando Garcia, de 55 anos, foi até a unidade de saúde quatro vezes e recebeu diagnósticos errados
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Morto de outubro de 2014, Fernando Garcia, de 55 anos, foi até a unidade de saúde quatro vezes e recebeu diagnósticos errados

Morto de outubro de 2014, Fernando Garcia, de 55 anos, foi até a unidade de saúde quatro vezes e recebeu diagnósticos errados

Um exame simples de urina poderia ter evitado a morte de Fernando Garcia, de 55 anos, em outubro de 2014. A constatação é resultado de uma sindicância do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), que apurou as circunstâncias do falecimento do motorista.

Fernando procurou a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Ribeirão Preto em quatro ocasiões, sendo diagnosticado erroneamente em todas elas. Apesar de apresentar um quadro de infecção renal, os médicos plantonistas o diagnosticaram com gases, má digestão, pedra nos rins e até mesmo crise depressiva.

A Falha no Diagnóstico

O relatório da sindicância do Cremesp, divulgado pelo jornal A Cidade, aponta que o médico Manuel de Brito Burgos, responsável pelos atendimentos de Fernando na UPA, agiu com imprudência, imperícia ou negligência médica. A comissão sindicante enfatiza que o médico teve a oportunidade de esclarecer o diagnóstico em dois atendimentos, mas não utilizou todos os meios disponíveis para tal.

A Defesa do Médico

Em seu depoimento ao Cremesp, Manuel argumentou que Fernando era diabético e frequentava o pronto atendimento com queixas urinárias, mas que não havia buscado um especialista. Ele alegou que o paciente já possuía um histórico de problemas renais, o que dificultou o diagnóstico preciso.

Possíveis Punições

O Cremesp determinou que Manuel responda a um processo ético-profissional, que pode resultar em punições que variam desde uma advertência até a cassação do registro médico. A morte de Fernando também está sendo investigada pela Corregedoria da Polícia de Ribeirão Preto, uma vez que o médico Manuel também atua como legista na Polícia Civil.

Segundo o delegado do 1º Distrito Policial, o inquérito policial está em fase de conclusão e deve ser relatado nos próximos dias. A família de Fernando aguarda o desfecho das investigações e espera que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados.

O caso levanta questões importantes sobre a qualidade do atendimento médico em unidades de pronto atendimento e a necessidade de uma avaliação mais criteriosa dos pacientes, a fim de evitar erros de diagnóstico que podem ter consequências fatais.

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