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Cremesp investiga denúncias contra médicos de Colina

Vítimas acusaram cirurgiões e anestesistas do SUS de cobrar pelos procedimentos
médicos de Colina
Vítimas acusaram cirurgiões e anestesistas do SUS de cobrar pelos procedimentos

Vítimas acusaram cirurgiões e anestesistas do SUS de cobrar pelos procedimentos

Médicos do Hospital José Venâncio, em Colina, são investigados por cobrar por cirurgias realizadas pelo SUS.

Investigação do Cremesp

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) em Barretos abriu uma sindicância para investigar denúncias contra dois médicos do Hospital José Venâncio, em Colina, suspeitos de cobrar pacientes por cirurgias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o superintendente do Cremesp de Barretos, Marco Antonio Correga, caso seja comprovada a ilegalidade, os médicos podem até perder o registro profissional. O processo ético profissional, que segue após a sindicância, prevê punições que variam de advertência à cassação do exercício profissional.

Depoimentos e novas denúncias

Apesar do processo correr em segredo de justiça, novas denúncias surgiram após a divulgação das primeiras reportagens. O delegado Fernando César Galete, responsável pela investigação, afirmou que outras três pessoas procuraram a delegacia para denunciar os mesmos médicos. A polícia civil já recebeu queixas de dez pacientes, incluindo o caso de uma mulher que alega ter sido operada sem anestesia por não pagar R$ 520,00 ao anestesista, após já ter pago R$ 1.300,00 ao cirurgião.

Resposta do Hospital

O provedor do Hospital Filantrópico de Colina, João Pedro da Silva Destre, negou conhecimento do suposto esquema de corrupção. Ele explicou que os pacientes geralmente procuram os médicos em consultórios particulares e que o hospital não tem como saber se há pagamento adicional durante a internação. A instituição afirma ter medidas para garantir que os pacientes não sejam cobrados indevidamente pelo acesso aos serviços.

O promotor de justiça de Colina, Matheus Botelho Fahin, informou que os dois médicos estão sendo processados e impedidos pela justiça de entrar no hospital da cidade.

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