Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
A família de Dona Aparecida enfrentou 16 dias de angústia e expectativa, mas, infelizmente, o desfecho foi trágico. Ela foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Quintino no dia 29, apresentando fortes dores de cabeça e vômitos. A transferência para a Beneficência Portuguesa, no entanto, só ocorreu 40 horas depois.
A Chegada Tardia à Santa Casa
Ao chegar à Santa Casa, a notícia foi devastadora: segundo o médico, não havia mais o que ser feito. A irmã de Aparecida, Maria Madalena Ribeiro, relata o sofrimento da família e a sensação de impotência diante da situação.
O Sofrimento e a Impotência
“Ela ficou lá, recebendo morfina, porque disseram que não havia mais nada a ser feito. O médico da Santa Casa nos informou que, se ela tivesse chegado antes, algo poderia ter sido feito, mas a situação era irreversível. Ele ainda me disse que a dor que ela estava sentindo era a pior do mundo”, lamenta Maria Madalena.
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Investigações e Responsabilização
O Conselho Regional de Medicina (Cremesp) já instaurou 14 processos neste ano envolvendo a Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto. O Conselheiro do Cremesp, Eduardo Luiz Bin, afirma que até mesmo o Secretário Stênio Miranda pode ser responsabilizado pelas falhas nos atendimentos. Segundo ele, o Secretário poderia ter adotado outras condutas para evitar o desfecho trágico. A assessoria de imprensa da prefeitura não se pronunciou sobre as declarações do representante do Conselho Regional de Medicina.
A história de Dona Aparecida levanta questões importantes sobre a eficiência do sistema de saúde e a necessidade de agilidade no atendimento aos pacientes.



