Órgão quer que o registro para exercer a profissão seja expedido apenas depois da avaliação
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) lançou uma campanha para coletar assinaturas em prol da obrigatoriedade de um exame nacional para médicos recém-formados. A iniciativa busca garantir a qualidade da formação médica no país.
Campanha de Assinaturas e Exame Nacional
Em Ribeirão Preto, a caravana do Cremesp coletou assinaturas na Praça XV até as 16h. A meta é atingir 500 mil assinaturas para serem encaminhadas ao Congresso Nacional, onde tramita um projeto de lei sobre a medida. O presidente do Cremesp, Lavine Newton Camarim, defende a obrigatoriedade do exame em todo o território nacional, acreditando que ele contribuirá significativamente para a melhoria da qualidade da formação médica e do atendimento à população.
Avaliações Periódicas Durante o Curso
Além do exame nacional ao final da graduação, o Cremesp propõe a realização de provas periódicas ao final do segundo e quarto ano do curso de medicina. Essas avaliações, segundo Camarim, não seriam reprovativas, mas sim diagnósticas, apontando possíveis falhas na formação do aluno ou na instituição de ensino, permitindo correções e melhorias no processo de aprendizagem. Atualmente, apenas São Paulo, Goiás e Roraima possuem avaliações semelhantes.
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Distribuição de Médicos e Papel do Cremesp
O Cremesp também demonstra preocupação com a distribuição de médicos pelo país, considerando as condições de trabalho e a segurança dos profissionais. Entretanto, a proposta de implementação da prova nacional gerou divergências. José Sebastião dos Santos, professor de medicina da USP, argumenta que a responsabilidade pela implantação do exame não cabe ao Cremesp, mas sim ao governo, com o apoio do Conselho Federal de Medicina. O Cremesp, segundo Santos, deve focar na fiscalização do exercício profissional.
A campanha do Cremesp demonstra a busca por aprimoramento da qualidade da formação médica e do atendimento à população brasileira, gerando um debate importante sobre o papel dos conselhos profissionais e do governo na regulamentação e melhoria do sistema de saúde.



