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Cresce o número de agressões contra crianças e adolescentes em Ribeirão

De janeiro a junho deste ano, as agressões representam 92% do total registrado no ano de 2021; famílias buscam por adoção
Agressões a crianças e adolescentes
De janeiro a junho deste ano, as agressões representam 92% do total registrado no ano de 2021; famílias buscam por adoção

De janeiro a junho deste ano, as agressões representam 92% do total registrado no ano de 2021; famílias buscam por adoção

O número de agressões contra crianças e adolescentes em Ribeirão Preto nos primeiros seis meses de 2023 representa 92% do total registrado em todo o ano passado, segundo o Conselho Tutelar. A violência intrafamiliar contra crianças tem crescido, como demonstrado em casos recentes, incluindo um em Jardinópolis onde uma mãe e padrasto foram presos por tortura contra duas crianças.

Aumento da Adoção

Em contraponto à triste realidade da violência infantil, há uma notícia animadora: o aumento na procura por adoção. O perfil das crianças procuradas pelas famílias tem se ampliado, incluindo crianças mais velhas e com necessidades especiais. Walter Carlos Cassim, psicólogo judiciário com mais de 30 anos de experiência na Vara da Infância e Juventude de Ribeirão Preto, destaca essa mudança cultural na adoção.

Mudança Cultural na Adoção

Cassim observa uma mudança significativa nos últimos 15 anos. O foco deixou de ser apenas em bebês saudáveis, brancos, e de um determinado sexo, para incluir crianças de diversas idades, raças, e com diferentes condições de saúde. A adoção passou a ser vista não apenas como a busca por uma criança que atenda às expectativas dos pais, mas também como a resposta à necessidade de um lar para crianças em situação de vulnerabilidade.

Caminhos para Ajudar

Além da adoção, o programa de Família Acolhedora oferece uma alternativa para quem deseja contribuir. Este programa, coordenado pela ONG Coloma em Ribeirão Preto, permite que famílias acolham temporariamente crianças e adolescentes que aguardam adoção ou o retorno para suas famílias de origem. Para adotar, é necessário participar de um curso preparatório oferecido pelo Tribunal de Justiça; para ser uma família acolhedora, o contato é feito pela Coloma. Ambas as opções representam caminhos para que a sociedade contribua para a reinserção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, oferecendo-lhes um lar e o cuidado necessário.

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