Em três anos, o aumento foi de 16%; no primeiro trimestre de 2019, a movimentação econômica desse crime foi de R$ 11 milhões
O contrabando de cigarros no Brasil é um problema crescente, com impactos significativos na economia e na segurança pública. Dados recentes apontam um aumento alarmante no comércio ilegal, principalmente em cidades como Ribeirão Preto.
Expansão do Contrabando e seus Impactos
De acordo com Edson Vismona, presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial, o contrabando de cigarros, sobretudo do Paraguai, cresceu 16% nos últimos três anos em Ribeirão Preto. Em 2019, movimentou R$ 11 milhões na cidade, representando 56% do mercado local, contra 40% em 2016. Esse dinheiro alimenta organizações criminosas, causando evasão fiscal e colocando em risco a saúde dos consumidores, já que os produtos não atendem às normas da Anvisa.
Evasão Fiscal e Prejuízos para a Economia
A evasão de recursos gerada pelo contrabando de cigarros no Brasil chega a R$ 12,2 bilhões, superando a arrecadação em impostos do setor. Isso enfraquece a indústria nacional, que paga impostos e gera empregos, enquanto o crime organizado se fortalece. Um levantamento do IBOPE indica que 57% dos cigarros consumidos no país são ilegais, com 49% vindos do Paraguai e 8% produzidos em fábricas clandestinas, inclusive para abastecer presídios.
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Combate ao Contrabando e Responsabilidade Compartilhada
Apesar das apreensões realizadas pelas forças de segurança, o crescimento do contrabando demonstra a necessidade de ações mais efetivas. Vismona destaca a participação de estabelecimentos comerciais formais na venda de cigarros contrabandeados (77%), mostrando a perversidade da cadeia produtiva. A venda de cigarros abaixo do preço mínimo (R$ 5,00) é crime, sujeitando os comerciantes a penalidades. A conscientização do consumidor, ao evitar a compra de produtos ilegais, é fundamental para o combate a esse problema, que afeta a segurança, a saúde e a economia do país.



