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Cresce o número de empregadas domésticas

Índice pode ser reflexo do desemprego em outras áreas e a migração para a informalidade
empregadas domésticas
Índice pode ser reflexo do desemprego em outras áreas e a migração para a informalidade

Índice pode ser reflexo do desemprego em outras áreas e a migração para a informalidade

Neste ano, o número de trabalhadores domésticos no estado de São Paulo aumentou significativamente, atingindo a marca de mais de 1,5 milhão, segundo dados do IBGE. Porém, esse crescimento esconde uma realidade complexa.

Crise e Mudança de Rumo Profissional

A pesquisa indica que muitos profissionais de outras áreas, desempregados devido à crise econômica, estão buscando oportunidades no mercado doméstico. Maria Goretta Costa, por exemplo, cozinheira por muitos anos, optou pela nova profissão, encontrando vantagens na estabilidade e segurança que um emprego formalizado oferece. “A certeza mudou muito”, afirma ela, destacando a tranquilidade em ter seus direitos garantidos.

Aumento da Oferta e Estagnação da Demanda

O aumento no número de trabalhadores domésticos em São Paulo é surpreendente, especialmente considerando o contexto econômico. Entre janeiro e junho, houve um crescimento de 8%, saltando de 1,4 milhão para 1,512 milhão de profissionais. Marcelo Bartolomeu, gerente de recursos humanos, explica que a área doméstica se tornou uma alternativa para trabalhadores demitidos de outros setores. Apesar disso, ele observa que a procura por empregados domésticos por parte dos empregadores não aumentou na mesma proporção, enquanto a oferta de mão de obra cresceu consideravelmente. Lucimara de Jesus, desempregada há oito meses, ilustra essa situação, aceitando um trabalho doméstico por falta de outras opções.

Formalização e Novas Leis

Antônio Mauro de Souza, presidente do sindicato das domésticas, destaca o papel das novas leis na formalização do trabalho doméstico, incluindo as diaristas. A responsabilidade legal para os empregadores em caso de acidentes com trabalhadores não registrados impulsionou a procura por empregados com carteira assinada. Para as domésticas entrevistadas, a formalização garante direitos, cumpre deveres e contribui para um ambiente de trabalho mais positivo, além do vínculo afetivo criado com as famílias que as empregam.

Em resumo, o aumento do número de trabalhadores domésticos em São Paulo reflete a complexa dinâmica do mercado de trabalho, com a crise econômica impulsionando a migração para o setor, e a formalização dos contratos se tornando cada vez mais importante para garantir os direitos dos trabalhadores.

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