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Cresce o número de empresas que faliram em Ribeirão Preto

Em 2014 foram quatro falências, contra 11 em 2015, segundo levantamento da Acirp; mercado deve continuar tímido em 2016
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Em 2014 foram quatro falências, contra 11 em 2015, segundo levantamento da Acirp; mercado deve continuar tímido em 2016

Em 2014 foram quatro falências, contra 11 em 2015, segundo levantamento da Acirp; mercado deve continuar tímido em 2016

Cortar gastos, enxugar o orçamento, reduzir o custo fixo. Esses são temas que têm martelado a cabeça do empresário brasileiro. E, mesmo com todos esses esforços, nem sempre há garantia de lucro líquido no fim do mês.

Em Ribeirão Preto, o mercado recessivo já fez algumas vítimas. Dados da Associação Comercial e Industrial (ACI) mostram que, em 2014, a cidade teve três empresas que pediram recuperação judicial. Em 2015, esse número saltou para 11.

O Cenário Econômico e a Crise de Confiança

O economista e professor da USP, Edgar Mãoforte, analisa a estatística sem surpresa. Segundo ele, essa situação faz parte de um cenário político e econômico vivido em todo o Brasil. O país enfrenta um período de crise, e o consumidor está receoso, preocupado com sua própria situação financeira. Isso leva a uma queda generalizada nas vendas e, consequentemente, ao aumento de pedidos de falência.

Além da crise econômica, a desconfiança política, principalmente do capital externo, impacta a economia brasileira. A credibilidade é fundamental. O dinheiro não desapareceu, mas quem tem recursos evita arriscar, pelo menos não atrásra ou não no Brasil. Por isso, a criatividade se torna essencial para os empresários.

A Gestão Financeira em Tempos de Crise

Edgar Mãoforte explica que a sobrevivência depende de uma boa gestão financeira. Muitos pequenos empresários enfrentam problemas com excesso de estoque. Reduzir o número de funcionários pode ser uma alternativa para manter a empresa. O empresário precisa fazer uma administração de crise, cortando custos e planejando as finanças da melhor forma possível.

Perspectivas para o Futuro

Para Mãoforte, 2016 é um ano de resistência, não de recuperação. Ele cita uma entrevista com Delfim Netto, que defende que o governo precisa tomar decisões assertivas e pensar a política econômica como um todo. A economia leva tempo para reagir. Se as medidas corretas forem tomadas, com o governo estabilizando a economia e criando bases para o crescimento, talvez em 2017 seja possível vislumbrar alguma expectativa de melhora.

O mercado brasileiro enfrenta um momento delicado, buscando fôlego para evitar o colapso. Empresários negociam preços e prazos com fornecedores, mas uma gestão de crise eficaz demanda tempo e planejamento estratégico.

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