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Cresce o número de famílias endividadas

Alta de 0,6% registrada em fevereiro tem como principal motivo o descontrole no uso do cartão de crédito
famílias endividadas
Alta de 0,6% registrada em fevereiro tem como principal motivo o descontrole no uso do cartão de crédito

Alta de 0,6% registrada em fevereiro tem como principal motivo o descontrole no uso do cartão de crédito

Entre janeiro e fevereiro de 2024, o número de famílias endividadas no Brasil aumentou de 55,6% para 56,2%, interrompendo uma queda que vinha ocorrendo nos quatro meses anteriores. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou os dados, mostrando que as principais fontes de dívidas são cartão de crédito, empréstimos bancários e financiamentos de veículos.

Dívidas do início do ano e gastos excessivos

Segundo o economista José Rita Moreira, a situação se deve a uma combinação de fatores. As despesas do início do ano, como IPTU, licenciamento de veículos e material escolar, somadas às dívidas de final de ano pagas com cartão de crédito e que venceram em janeiro, contribuíram para o aumento do endividamento. A expectativa de uma melhora na economia no início do ano também levou muitas famílias a gastar mais do que podiam.

O impacto do FGTS e a necessidade de priorizar gastos

Moreira destaca a importância da liberação do FGTS, iniciada em fevereiro para os nascidos em janeiro e fevereiro, como um possível alívio para as famílias endividadas. Ele recomenda o estabelecimento de prioridades nos gastos, priorizando o pagamento de impostos e dívidas de cartão de crédito. Para aqueles que não terão acesso ao FGTS, a recomendação é tomar decisões difíceis, pois ignorar as dívidas pode levar a um aumento significativo do valor devido devido aos juros, mesmo com a tendência de queda.

Cenário econômico e perspectivas

Os dados da CNC também apontam um aumento na proporção de famílias que se declaram muito endividadas, subindo 0,2% entre fevereiro de 2016 e 2024. Fatores como a conjuntura econômica, o desemprego e a menor oferta de crédito contribuem para esse cenário. O tempo médio de comprometimento com dívidas é de sete meses. A situação exige cautela e planejamento financeiro por parte das famílias brasileiras.

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