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Cresce o número de violência doméstica praticada por policiais militares

Em todo o Estado, o aumento foi de 8% entre 2016 e 2017; as ocorrências foram fora do horário de trabalho
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Em todo o Estado, o aumento foi de 8% entre 2016 e 2017; as ocorrências foram fora do horário de trabalho

Em todo o Estado, o aumento foi de 8% entre 2016 e 2017; as ocorrências foram fora do horário de trabalho

A violência doméstica praticada por policiais militares em São Paulo tem apresentado um crescimento alarmante. Dados exclusivos da IPTV revelam um aumento de quase 8% no número de ocorrências entre 2016 e 2022, passando de 363 para 393 casos. É importante destacar que esses números se referem apenas aos casos registrados fora do horário de trabalho.

Casos e Perfis

A maioria dos agressores são homens (97,95%), com idade entre 30 e 45 anos. Um caso emblemático é o assassinato da balconista Lorena Aparecida dos Reis, de 29 anos, morta a tiros pelo seu ex-namorado, um policial militar. A família e amigos aguardam o julgamento e esperam que, mesmo após cumprir a pena, o policial não retorne à corporação.

Possíveis Explicações para o Crescimento

O aumento nos registros de violência doméstica pode ser explicado por dois fatores principais: maior agressividade dos policiais militares em seus lares ou aumento nas denúncias por parte das vítimas. O sociólogo Carlos Eduardo Guimarães destaca que as estatísticas de crimes, especialmente na área de segurança pública, tendem a subestimar o número real de ocorrências, tanto no Brasil quanto globalmente. Para ele, é crucial repensar a segurança pública, oferecendo melhores condições de trabalho aos policiais.

A Importância da Denúncia

Lúcia Cavalcante de Albuquerque, fundadora do Laboratório de Análise e Prevenção de Violência da Ufiscar, atribui o aumento das denúncias à maior coragem das mulheres em relatar os casos de violência, impulsionada pelo respaldo da sociedade. Embora o aumento de casos registrados sugira uma piora na situação, pode simplesmente refletir uma maior aproximação dos números oficiais da realidade, uma vez que a violência doméstica praticada por policiais contra suas famílias é um risco conhecido.

A Secretaria de Segurança Pública afirma estar atenta aos casos e mantém o serviço de apoio psicológico aos policiais. No caso citado, o policial permanece preso. A situação exige uma reflexão profunda sobre a segurança pública e o apoio às vítimas de violência doméstica.

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