Em 2014, 25 mil remédios fitoterápicos foram distribuídos no SUS, contra 14 milhões em 2015
O uso de plantas medicinais e fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS) tem demonstrado um crescimento notável nos últimos anos. Os números saltaram de 25 mil medicamentos distribuídos em 2014 para impressionantes 14 milhões em 2015. Esse aumento expressivo reflete não apenas uma mudança nos hábitos da população, mas também uma crescente confiança e aceitação dessas alternativas terapêuticas.
Benefícios e Popularidade dos Fitoterápicos
Os fitoterápicos, medicamentos naturais derivados de extratos de plantas, ganham destaque por apresentarem, em muitos casos, menos riscos à saúde em comparação com os medicamentos sintéticos. A aposentada Lisabete Von Zubem é uma defensora dessa abordagem, afirmando que a fitoterapia é eficaz para tratar resfriados e outras condições leves. O uso desses medicamentos tem se expandido, especialmente na região Sul do país, com um crescimento notável.
Crescimento no SUS e Fatores Contribuintes
O aumento do uso de fitoterápicos no SUS é notável, com um crescimento de quase 600 vezes. O biomédico João Ernesto Carvalho explica que diversos fatores contribuem para esse fenômeno. Entre eles, destacam-se a tradição de uso de plantas medicinais, a disponibilidade desses recursos e a percepção de eficácia por parte dos profissionais de saúde que os prescrevem.
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Exemplos de Fitoterápicos Utilizados e Orientações
Entre os fitoterápicos mais utilizados na região Sul, destacam-se o guaco, a isoflavona e o psyllium. A farmacêutica Aurea Mayumi Okama explica que o guaco é indicado para tosse, bronquite e asma, atuando como expectorante. As isoflavonas são utilizadas como fitoestrógenos para reposição hormonal em casos de menopausa. Já o psyllium é uma semente que auxilia na motilidade intestinal. É fundamental ressaltar que esses medicamentos são frequentemente utilizados como complementos aos tratamentos convencionais e requerem orientação profissional.
É crucial ter cautela ao utilizar plantas medicinais e fitoterápicos, pois muitas podem apresentar efeitos adversos e interações medicamentosas. A prescrição médica é fundamental para garantir o uso adequado e seguro dessas alternativas terapêuticas, complementando, e não substituindo, os tratamentos convencionais quando necessário.



