Operadora de planos de saúde teria obrigado médicos a prescreverem medicamentos sem comprovação científica contra a Covid-19
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) confirmou que acompanha as denúncias contra a operadora de planos de saúde Apivida em Ribeirão Preto. As denúncias envolvem a aplicação do chamado “kit Covid”, com medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença.
Investigação em Sigilo
De acordo com o Cremesp, as informações sobre a investigação tramitam em sigilo, conforme determina a lei. Por isso, detalhes da apuração ainda não foram divulgados.
Ações da ANS e Denúncias
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizou diligências nas unidades da Apivida em Ribeirão Preto e Fortaleza, solicitando esclarecimentos e documentos em um prazo de cinco dias úteis. As denúncias, feitas por prestadores de serviço, alegam que médicos eram impedidos de decidir sobre o tratamento de pacientes e obrigados a prescrever o “kit Covid”. A ANS abriu dois processos de apuração: um sobre a Apivida (30 de atrássto) e outro sobre o grupo São Francisco (8 de setembro), adquirido pela Apivida em 2019.
Resposta da Apivida
Em contato com o G1, a Apivida confirmou as diligências da ANS, mas negou a coleta de documentos. A empresa afirmou que colaboradores da agência solicitaram informações que serão apresentadas dentro do prazo estipulado, demonstrando confiança na resolução das questões.
As vacinas e o uso de máscaras são os métodos comprovadamente eficazes contra a Covid-19. A investigação em curso busca esclarecer as denúncias e apurar as responsabilidades envolvidas na prescrição do chamado “kit Covid”.



