Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Reger Sena
Um incidente preocupante abalou a cidade de Barretos, quando um menino de apenas 3 anos conseguiu escapar de sua creche e retornar sozinho para casa, localizada a cerca de 400 metros da instituição. O caso levanta sérias questões sobre a segurança e a supervisão de crianças em ambientes escolares.
O Alerta e o Resgate Inesperado
Juliana Fernanda do Nascimento, mãe do menino, relatou o momento de choque ao ser informada da fuga. Seu marido havia deixado o filho na creche, entregando-o aos cuidados da professora. Pouco tempo depois, ao retornar, encontrou o filho chorando na porta de casa. Vizinhos já haviam alertado Juliana sobre a presença da criança, que apresentava ferimentos leves devido à queda durante a fuga. A escola, segundo Juliana, só entrou em contato quase duas horas após o incidente, quando perceberam a ausência do menino na hora do almoço.
Repercussões e Acusações
Indignada com a negligência, Juliana acionou o Conselho Tutelar e registrou um boletim de ocorrência contra a escola e a professora, alegando falta de preocupação com o bem-estar de seu filho. Segundo ela, a professora teria demonstrado mais preocupação com sua própria reputação do que com a segurança da criança, pedindo para que não fosse feito o boletim de ocorrência. Juliana também notou uma mudança no comportamento do filho em relação à professora nos dias que antecederam a fuga, com a criança demonstrando resistência em ir para a creche.
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Investigação e Medidas Adotadas
O Conselho Tutelar notificou a Secretaria Municipal de Educação sobre o ocorrido. O conselheiro Anderson Roberto de Jesus enfatizou a responsabilidade das instituições de ensino em garantir a segurança das crianças sob seus cuidados, alertando para os perigos aos quais o menino foi exposto durante a fuga, como o trânsito intenso e a proximidade com áreas de risco. A Secretaria de Educação de Barretos, por meio do secretário Aparecido Donizete Alves Cipriano, informou que uma sindicância foi aberta para apurar o caso, com previsão de conclusão em 30 dias. O secretário garantiu que reuniões periódicas são realizadas para tratar de questões de segurança e que todas as unidades devem manter os portões trancados, com fiscalização feita por funcionários.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público, e os pais entraram com uma ação judicial por danos morais contra a prefeitura, buscando justiça e medidas para evitar que situações semelhantes se repitam.



