Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
A cidade de Franca, São Paulo, está de luto pela morte do pequeno Miguel de Oliveira, de apenas um ano de idade. O bebê faleceu na tarde desta segunda-feira, vítima de complicações decorrentes de uma meningite viral, levantando questionamentos sobre a rapidez e precisão do diagnóstico.
A Saga em Busca de um Diagnóstico
Desde o início de julho, Miguel apresentava febre alta. Nas últimas duas semanas, o quadro se agravou, levando a família a peregrinar por diferentes unidades de saúde em busca de respostas. A avó do menino, em um relato emocionado, expressou a frustração e a angústia diante da aparente demora em identificar a causa dos sintomas. Segundo ela, a criança foi diagnosticada com diferentes problemas, desde infecção na garganta e ouvido até estomatite, gerando confusão e atrasando o tratamento adequado.
O Drama no Atendimento de Emergência
A busca por socorro se intensificou no último domingo, Dia dos Pais. A família relata ter enfrentado dificuldades para conseguir atendimento imediato em um pronto-socorro. A avó de Miguel descreve a espera angustiante por uma vaga na Santa Casa, onde finalmente foram realizados os exames que confirmaram a meningite. A demora no diagnóstico, segundo a família, pode ter contribuído para o agravamento do quadro e o edema cerebral que levou ao óbito.
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Investigação em Andamento
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) informou que irá investigar o caso para apurar se houve negligência ou erro médico no atendimento a Miguel. O delegado do Cremesp, Ulisses Menicusci, explicou que a meningite viral, por ser uma complicação de uma virose preexistente, pode ser mais difícil de diagnosticar inicialmente. A prefeitura de Franca também se manifestou, afirmando que irá analisar os prontuários das unidades de saúde envolvidas antes de se pronunciar oficialmente.
Enquanto a investigação avança, a família de Miguel busca forças para lidar com a perda irreparável e espera que o caso sirva de alerta para que outras crianças não passem pela mesma situação.



