Pesquisa do Observa Infância apontou que essa faixa etária têm mais casos graves; maior número de infecções é entre adolescentes
Levantamento do Observatório de Saúde da Infância da Fiocruz, com base nos dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde das primeiras 10 semanas epidemiológicas do ano (até 9 de março), aponta cenário preocupante para crianças e adolescentes no Brasil.
Casos por faixa etária
Foram notificados 239.402 casos de dengue em pessoas de até 14 anos no período. A maior incidência ocorreu entre adolescentes de 10 a 14 anos, que concentram 41,8% dos registros. Crianças de 5 a 9 anos responderam por 33,7% dos casos, e menores de 5 anos representaram 24,5%.
Óbitos e gravidade
Ao contrário da distribuição dos casos, as mortes pela doença se concentram nas faixas etárias mais jovens. Foram contabilizadas 52 mortes em menores de 14 anos, das quais 16 foram confirmadas e 36 permanecem em investigação. Entre essas vítimas, 44,2% tinham menos de 5 anos; 32,7% tinham entre 5 e 9 anos; e 23,1% entre 10 e 14 anos. O levantamento observa que as formas mais graves da doença atingem de forma desproporcional as crianças menores.
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Vacinação e prevenção
A Fiocruz recomenda que as famílias levem as crianças para vacinar nos locais onde a vacina está disponível e que sejam mantidas todas as medidas de prevenção contra o Aedes aegypti. Entre as ações indicadas estão a eliminação de água parada, a limpeza regular de calhas e recipientes que acumulam água e a manutenção de terrenos e quintais para reduzir criadouros do mosquito.
Os dados ressaltam a vulnerabilidade das crianças mais novas e a importância de articular vacinação, controle vetorial e vigilância para evitar novos casos e reduzir desfechos graves.



