Irmãos não tinham dinheiro para pagar o ônibus e precisaram ir a pé do bairro Ipiranga até a casa dos pais, no Cristo Redentor
Em Ribeirão Preto, um pai passou por momentos de desespero após seus filhos, de 9 e 12 anos, serem obrigados a descer do ônibus escolar um quilômetro depois do ponto de parada, na Avenida Dom Pedro.
O ocorrido
Na segunda-feira, após uma aula de música, os meninos esperaram o ônibus no ponto, na Avenida Dom Pedro, próximo ao Ipiranga. O veículo atrasou e chegou após as 14h. O cartão de estudante dos alunos não passou na máquina, e a motorista teria pedido que outros passageiros pagassem a passagem. Ao receber a recusa, ela mandou as crianças descerem perto do Burger King, na região da General Câmara, a cerca de 1 km do ponto correto.
O desespero da família
Sem celular, os meninos caminharam por mais de 6 km até o Jardim Cristo Redentor, chegando em casa por volta das 16h30, com sede, bolhas nos pés e sinais de insolação e desidratação. O pai, Ezequias Caetano, um pedreiro, só soube do ocorrido horas depois, após uma intensa busca com a ajuda de familiares e vizinhos. Ele relata a angústia de ter seus filhos sozinhos em uma situação de risco, e critica a falta de sensibilidade da motorista.
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Possíveis consequências
A empresa responsável pelo transporte público, a RPB, informou que o cartão dos estudantes só permite o uso do benefício até as 14h. A família questiona a falta de flexibilidade em casos como esse. O advogado Leonardo Pontes afirma que a situação configura falha do Estado, e que os pais podem acionar a prefeitura e o consórcio Pro-urbano por danos morais e materiais. A reportagem da CBN Ribeirão Preto aguarda posicionamento oficial do consórcio sobre possíveis punições à motorista e medidas para evitar novos casos. O Pro-urbano informou que irá verificar a ocorrência com rigor e tomar as medidas cabíveis.



