Ouça a coluna ‘CBN Mundo Digital’, com Patrícia Teixeira
Um estudo recente do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação revelou um aumento significativo no acesso à internet por crianças e jovens. No ano passado, 66% dos indivíduos entre 9 e 17 anos acessaram a internet pelo menos duas vezes ao dia, um salto considerável em relação aos 21% registrados em 2014. Este cenário levanta questões importantes sobre o uso da tecnologia por essa faixa etária.
O Presente Tecnológico e Seus Desafios
Com a proximidade do Dia das Crianças, surge um questionamento: qual a atenção que devemos ter com essa crescente exposição à internet? Presentear com celulares e tablets pode ser uma faca de dois gumes. Embora esses dispositivos ofereçam oportunidades de desenvolvimento e acesso a conteúdo educativo, é crucial repensar o excesso de telas na vida dos jovens. Observa-se, por exemplo, crianças que passam refeições inteiras entretidas com tablets, o que pode gerar problemas de alimentação e interação social.
Disparidade Social e Acesso à Rede
A pesquisa também aponta para uma diferença no acesso à internet entre as classes sociais. Nas classes A e B, 75% dos jovens acessam a rede pelo menos duas vezes ao dia, enquanto na classe D esse percentual é de 49%. O celular se destaca como o equipamento mais utilizado, devido à sua portabilidade e facilidade de uso. No entanto, o crescimento no acesso é notável em todas as classes, indicando uma tendência geral de maior conectividade entre os jovens.
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Equilíbrio entre Estímulo e Controle
Diante da era digital, surge o debate sobre estimular ou controlar o acesso à internet. Embora as crianças já estejam imersas na tecnologia, é fundamental estabelecer um controle. A escola e outras atividades já incentivam o uso da internet para pesquisa e aprendizado. Os pais podem complementar esse estímulo com brincadeiras lúdicas e atividades ao ar livre, como empinar pipa e pular corda, que desenvolvem outras habilidades. A internet é uma ferramenta natural, assim como a televisão, mas seu uso deve ser calculado e equilibrado com outras formas de aprendizado e diversão.
Em suma, o desafio reside em encontrar um equilíbrio saudável entre o uso da tecnologia e outras atividades essenciais para o desenvolvimento infantil.