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Crianças nascidas entre 2008 e 2014 são mais altas, porém têm maior incidência de sobrepeso

Fernando Nobre comenta o estudo que analisou o índice de massa corporal (IMC) de brasileiros nascidas neste período
Crianças nascidas entre 2008 e 2014
Fernando Nobre comenta o estudo que analisou o índice de massa corporal (IMC) de brasileiros nascidas neste período

Fernando Nobre comenta o estudo que analisou o índice de massa corporal (IMC) de brasileiros nascidas neste período

Um estudo recente conduzido por pesquisadores brasileiros apontou que as crianças nascidas entre 2008 e 2014 no Brasil estão, em média, 1 cm mais altas do que aquelas nascidas entre 2001 e 2007. Além disso, houve um aumento na prevalência de sobrepeso e obesidade, especialmente em crianças de até 10 anos.

Dados do estudo: A pesquisa, Crianças nascidas entre 2008 e 2014, publicada em abril no periódico The Lancet Regional Health Americas, avaliou o índice de massa corporal (IMC) e a altura de mais de 5,7 milhões de crianças brasileiras. Foram utilizadas informações de três bases de dados: o Cadastro Único, o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos e o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional.

Resultados principais: Entre crianças com menos de cinco anos, a prevalência de sobrepeso e obesidade aumentou de 10% para 11,8% entre os meninos e de 9,6% para 10,5% entre as meninas. Na faixa etária de 5 a menos de 10 anos, o índice subiu de 26,8% para 30% entre os meninos e de 24% para 27% entre as meninas.

Fatores e alertas: Os pesquisadores atribuíram o aumento na estatura ao desenvolvimento econômico do país e à melhora do padrão de vida. No entanto, alertam para a necessidade de monitoramento contínuo do crescimento infantil e para a elaboração de estratégias para prevenir a obesidade.

“A obesidade é uma doença da sociedade e da família toda. A criança não vai ao supermercado nem cozinha sozinha. Ela é exposta ao estilo de vida e aos hábitos alimentares dos seus familiares, então é preciso ter muita atenção neste sentido”, afirmou a doutora Fabiola Suano, presidente do departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Impactos da obesidade infantil: Segundo a médica, crianças obesas têm maior probabilidade de permanecer obesas na vida adulta e apresentam risco aumentado para doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer. Ela ressaltou que a obesidade infantil já é percebida nos consultórios pediátricos e que os indicadores têm piorado.

Informações adicionais

O estudo também destacou que o IMC abaixo do nominal, associado à baixa estatura, é um indicador duplo usado para rastreamento de má-nutrição, um problema frequente em países em desenvolvimento e em famílias com menor renda. Esses marcadores estão relacionados a altas taxas de mortalidade na idade adulta e ao surgimento de doenças crônicas.

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