Ouça o primeiro bloco do programa deste sábado 18
Em um debate crucial sobre violência familiar, o programa Almanac CBN reuniu especialistas para discutir estratégias de prevenção e ação. Jussara Teixeira Marcelino, da Coordenadoria Municipal da Mulher em Ribeirão Preto, a conselheira tutelar Marlene Colombo e o promotor Ramon Lopes Neto compartilharam suas perspectivas sobre o tema.
O Papel da Educação na Identificação da Violência
Ramon Lopes Neto destacou a importância da educação na identificação de casos de violência, ressaltando que as crianças muitas vezes passam mais tempo com professores do que em casa. Professores capacitados podem identificar sutis mudanças de comportamento que indicam problemas no ambiente familiar. Ações imediatas incluem a capacitação de professores para perceberem esses sinais e acionarem a rede de proteção, como o Conselho Tutelar, para investigar a situação.
A Importância da Denúncia e da Rede de Proteção
Jussara Teixeira Marcelino enfatizou a existência de organizações em Ribeirão Preto que oferecem suporte à educação, como o Conselho Tutelar. Ela explicou que, ao identificar indícios de violência, a escola pode acionar o Conselho Tutelar ou o Umei Aung, um telefone de denúncias das SEMAS. A conselheira tutelar Marlene Colombo abordou o medo que as pessoas têm de denunciar, mas ressaltou que a denúncia anônima é um caminho possível. Dr. Ramon complementou, dizendo que a sociedade precisa evoluir e assumir sua responsabilidade, denunciando casos de injustiça.
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Saúde como Porta de Entrada e a Necessidade de Reeducação
A saúde também se apresenta como uma importante porta de entrada para casos de violência. Médicos e enfermeiras podem identificar lesões incompatíveis com as histórias contadas. Jussara Teixeira Marcelino mencionou a importância de trabalhar na reeducação do agressor, que muitas vezes não tem consciência de seu comportamento. Ela ressaltou que o objetivo é criar famílias saudáveis, onde haja respeito entre pais e filhos.
A discussão evidenciou a complexidade do problema da violência familiar e a necessidade de um esforço conjunto da sociedade, da educação, da saúde e do sistema de justiça para proteger crianças e mulheres em situação de risco.



