Maioria das vítimas é morta dentro da própria casa; no ano passado foram concedidas mais de 74 mil medidas protetivas
Dados recentes sobre segurança pública em São Paulo expõem um aumento alarmante na violência contra mulheres: mais de 40% em 2022. Este aumento reflete uma realidade presente em diversas cidades brasileiras.
Um Caso Impactante
O caso de Dara Cristina ilustra a gravidade da situação. Após ser agredida brutalmente pelo ex-companheiro, que ateou fogo em seu corpo, ela ficou internada por meses, carregando cicatrizes físicas e emocionais profundas. Seu relato demonstra a violência sofrida e a vergonha que sente em relação ao seu próprio corpo.
Números e Medidas Protetivas
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública revela que sete em cada dez vítimas de feminicídio foram mortas em suas próprias casas em 2022, com um aumento de quase 43% em São Paulo. Apesar do cenário sombrio, houve um aumento de 11% na concessão de medidas protetivas (74.777 em 2022), indicando que mais vítimas estão buscando proteção.
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Apoio e Prevenção
Especialistas destacam a importância de identificar comportamentos abusivos, como isolamento social, ciúmes excessivo e domínio da vontade da mulher. A busca por apoio familiar, projetos como “Mãos Estendidas”, e a denúncia são cruciais. As medidas protetivas, embora eficazes, dependem da iniciativa da vítima em registrar boletim de ocorrência. Em situações de emergência, o 190 ou a Guarda Municipal devem ser acionados. O registro de boletim de ocorrência pode ser feito online, pessoalmente na delegacia da mulher ou na CPJ (24 horas).
O caso de Dara, com a prisão do agressor, Thiago Alves, oferece um vislumbre de esperança. No entanto, a necessidade de uma rede de apoio abrangente, incluindo suporte emocional e financeiro, se mostra fundamental para auxiliar as mulheres vítimas de violência doméstica a reconstruírem suas vidas e a romperem o ciclo de violência.



