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Cringe, millennial, geração Z, baby boomer… confira a evolução das gírias ao passar das gerações

Ouça a coluna 'Oficina de Palavras' com o professor Luiz Puntel
evolução das gírias
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Professor Puntel, um veterano com 50 anos de experiência em sala de aula, compartilhou suas observações sobre a evolução das gírias ao longo do tempo. Em uma oficina sobre palavras, ele relembrou expressões populares em décadas passadas, contrastando-as com as gírias atuais.

Gírias do Passado: Um Olhar para os Anos 70

Puntel, pertencente à geração Baby Boomer, recordou termos utilizados na década de 1970. Expressões como “bocumoco” (algo fora do que estava acontecendo), “bicho” (amigo), “patota” (turma), “brasa mora” (algo legal), e “morou?” (para confirmar entendimento) eram comuns. Carros eram chamados de “carango”, e “protinho” e “menininho bonito” designavam, respectivamente, meninas e meninos bonitos.

O Impacto das Redes Sociais nas Gírias

A popularização da internet e das redes sociais trouxe novas formas de comunicação e, consequentemente, novas gírias. A palavra “cringe”, por exemplo, viralizou recentemente, sendo usada pela Geração Z para descrever algo constrangedor ou fora de moda, pertencente a gerações anteriores. A velocidade com que essas palavras se espalham e se tornam populares é notável, impulsionada pela dinâmica das plataformas online.

A Natureza Efémera das Gírias

O professor Puntel destaca a característica efêmera das gírias. Assim como as expressões dos anos 70 caíram em desuso, “cringe” também provavelmente perderá sua popularidade com o tempo, dando lugar a novas criações. A gíria, segundo ele, funciona como um código dentro de um grupo social, perdendo seu significado e impacto quando se torna amplamente difundida. A constante mudança linguística reflete a dinâmica da sociedade e a busca por novas formas de expressão.

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