Situação financeira ruim e concorrência de produtos asiáticos causa demissões nas fábricas de roupas
A crise econômica tem impactado diversos setores no Brasil, e a indústria têxtil é um dos que mais sentem os efeitos do desaquecimento. Os altos custos de produção, somados à concorrência de produtos asiáticos com preços mais competitivos, criam um cenário desafiador para as empresas nacionais.
O Cenário em Brodosca
Em Brodosca, interior de São Paulo, a situação é particularmente delicada. A cidade, que já abrigou 40 fábricas têxteis, conta atualmente com apenas 25. No último ano, foram registradas 134 demissões, evidenciando a crise que assola o setor na região.
Estratégias de Sobrevivência
Empresários locais relatam dificuldades em manter a produção diante do aumento dos custos com salários, transporte e energia elétrica. João Roberto Frata, proprietário de uma fábrica, precisou reduzir drasticamente o número de funcionários e assumir tarefas operacionais para diminuir as despesas. Beatriz de Assis, outra empresária, também demitiu metade de seus costureiros e mantém máquinas paradas, aguardando uma melhora no cenário econômico com a alta do dólar, que dificulta a importação de roupas da China.
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Esperança em Meio à Crise
Apesar das dificuldades, trabalhadores como Poliana e Eli Velton, irmãos desempregados há um ano, mantêm a esperança de encontrar uma nova oportunidade no setor. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) registrou 100 mil demissões no ano passado em todo o país, mas projeta um aumento de 5% no faturamento para este ano, sinalizando uma possível retomada.
O setor têxtil busca alternativas para superar a crise e retomar o crescimento, enfrentando desafios e apostando em novas estratégias.



