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Crise atinge o comércio varejista paulista

Lojas fecharam em quase todas as lojas do Estado; de 2014 para 2015, número quase triplicou
comércio varejista paulista
Lojas fecharam em quase todas as lojas do Estado; de 2014 para 2015, número quase triplicou

Lojas fecharam em quase todas as lojas do Estado; de 2014 para 2015, número quase triplicou

A crise econômica tem forçado empresas de todos os portes a reduzirem suas operações ou, em casos mais drásticos, encerrarem suas atividades. Diante da queda nas vendas, grandes redes varejistas têm fechado unidades e cortado postos de trabalho, um reflexo direto da retração no consumo.

Impacto no Comércio de São Paulo

Em São Paulo, o número de empresas que fecharam as portas quase triplicou no último ano em comparação com 2014. Um levantamento encomendado pelo sindicato do Comércio Varejista revelou que esse foi o pior desempenho em sete anos, impactando fortemente cidades como Ribeirão Preto, onde o fechamento de estabelecimentos é visível, especialmente no centro.

O estudo indicou que 9% das lojas no estado encerraram suas atividades no ano passado, um aumento significativo em relação aos pouco mais de 3% registrados em 2014. Comerciantes como Silvio Gesuino, que precisou fechar sua loja de moda masculina devido à crise, relatam dificuldades sem precedentes. “Já tive supermercado, já tive restaurante, já tive lojas, né? Nós nunca passamos por tanta dificuldade como passamos atrásra”, desabafa Gesuino.

A Retração do Consumo e a Inflação

O consumidor, o elo mais frágil dessa corrente, tem sido forçado a reduzir seus gastos, priorizando apenas o essencial. Especialistas recomendam cautela, mas essa postura tem sido imposta pela inflação, que atingiu níveis históricos, corroendo o poder de compra. Lojas com vendas em declínio lutam para se manter abertas, resultando em um ciclo de fechamentos.

Perspectivas para o Futuro

O professor de economia Jônatas Rodrigues da Silva não vislumbra um cenário animador a curto prazo. “2016 será um ano difícil. Eu enxergo 2017 também complicado ainda”, afirma, indicando que a retomada do crescimento econômico e das contratações, com investimentos na indústria, pode ocorrer somente em 2018. Os setores mais afetados em São Paulo foram o de Higiene e Beleza (4,21% das lojas fechadas), seguido por Eletrônicos e Móveis (2,83%) e Papelaria e Livros (2,73%). A construção civil também sofreu, com 1,83% de fechamentos.

Diante deste quadro, empresas e consumidores buscam alternativas para mitigar os efeitos da crise, aguardando sinais de recuperação econômica.

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