Médico explica o surgimento da pedra no rim, quais são os sintomas e como tratar o problema; beber água é uma das alternativas
O verão aumenta em 30% os casos de pedra nos rins, segundo a Associação Brasileira de Urologia. A explicação, segundo o nefrologista Dr. Osvaldo Vieira Neto, está na desidratação. Com o calor, a transpiração aumenta e a urina fica mais concentrada, favorecendo a formação de cálculos renais a partir de cristais.
Prevenção: hidratação e hábitos saudáveis
A principal forma de prevenção é a hidratação. Beber bastante água, principalmente em dias quentes e secos, dilui os cristais na urina, impedindo sua precipitação. Além disso, hábitos alimentares saudáveis são cruciais, especialmente para quem tem predisposição genética a cálculos renais. O Dr. Neto destaca a importância de reduzir o consumo de sal e proteínas, e evitar alimentos industrializados e embutidos, ricos em sódio.
Fatores de Risco e Complicações
Algumas pessoas têm maior tendência a formar cálculos devido a distúrbios metabólicos, como hipercalciúria (excesso de cálcio na urina), aumento do ácido úrico ou baixo nível de citrato na urina. A pedra nos rins pode causar dores intensas e, em casos graves, levar a infecções urinárias (pielonefrite), insuficiência renal crônica e até mesmo necessitar de diálise ou transplante renal. O médico enfatiza a importância de check-ups regulares e acompanhamento médico para pessoas com histórico familiar ou predisposição.
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Cuidados e Orientações
Manter-se bem hidratado, com pelo menos dois litros e meio de água por dia, é fundamental. A dieta deve ser equilibrada, com baixo consumo de sal e proteínas. Evitar refrigerantes e alimentos industrializados também contribui para a prevenção. O Dr. Neto ressalta que, para quem tem histórico de cálculos renais, um estudo metabólico pode ajudar a identificar a causa e orientar o tratamento, prevenindo novas formações.


