Nos últimos três anos, mais de 20 mil profissionais da área foram dispensados
A profissão de engenheiro, antes vista como sinônimo de segurança e alta rentabilidade, enfrenta tempos desafiadores. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego apontam que, desde 2014, o mercado brasileiro vem demitindo mais engenheiros do que contratando, com 20 mil vagas fechadas apenas em 2016.
Crise atinge o mercado de trabalho para engenheiros
Em São Carlos, a situação reflete a realidade nacional. No setor de engenharia civil, por exemplo, foram fechados 429 postos de trabalho em três anos. Engenheiros como Guilherme Pessuti Damalho, desempregado há dois anos e meio, relatam a dificuldade em encontrar novas oportunidades, mesmo com envio de currículos. A redução de vagas tem impactado até mesmo o interesse dos jovens pela profissão.
Menor procura por vagas em universidades
Dados da UFSCar demonstram uma estagnação no número de alunos formados em engenharia desde 2013, e uma redução significativa no número de candidatos ao vestibular a cada ano. Em 2013, a Engenharia Civil na UFSCar registrou 7 mil candidatos, enquanto em 2016 esse número caiu para 4.200 (40% a menos). Na Engenharia Química, a redução foi ainda maior, passando de 3.500 para 2.000 inscritos (43,5% a menos).
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Perspectivas futuras e adaptação
Apesar do cenário desafiador, há quem veja a situação como passageira. Estudantes como Guilherme Carvalho Rezende, por exemplo, acreditam que a flexibilidade e a busca por alternativas são fundamentais. A visão de que o emprego com carteira assinada não é a única opção, e que existem outras áreas como mercado financeiro e criação de startups, demonstra uma nova perspectiva para os jovens ingressantes na área.



